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16 de mar. de 2016

Como montar uma criação de avestruz

O avestruz ainda não é uma ave muito popular no Brasil, porque sua origem é africana, mas tem feito grande sucesso por aqui na culinária pela saborosa carne e por ser um empreendimento com alta capacidade de sucesso. Do avestruz, pode-se aproveitar bastante coisa e por isso, desde 1995, surgem cada vez mais criadores interessados em se enveredar por este ramo de negócio lucrativo no Brasil. Isso não quer dizer que tenha concorrência suficiente para assustar quem deseja entrar no ramo neste momento.
Para quem não conhece a ave, o nome científico do avestruz é Struthio Camelus. A ave é originária do Egito, mas enveredou pela África há muitos anos, onde foi descoberta pelos europeus e sul americanos para criação. Possuem um grande porte, podendo chegar até dois metros e oitenta centímetros em sua idade adulta e pesar mais de 150 quilos. Um avestruz vive em média 70 anos, mas já aos 40 não consegue mais se reproduzir. A atividade de realizar uma criação de avestruz é conhecida como estrutiocultura.
As maiorias das criações de avestruz no mundo são para fins de abate, mas nada impede que este animal seja usado para criação em grandes fazendas com fins doméstico, o que já acontece na África desde sua descoberta como dócil ave. Mas dado seu porte, não é aconselhável ter um avestruz como animal doméstico, pois um pequeno deslize e seu peso pode causar a morte humana.
Entretanto, em sua maioria, os criadores optaram por criar uma raça descendente do cruzamento entre as três anteriores, a chamada blue black, que tem o peso maior e a docilidade da Black neck. A tal raça pode ser adquirida por meio de criadores registrados e possui mais plumas, ganha maior peso e com isso, tem maior valor comercial para abate.
Estrutura para montar uma criação de avestruz

Uma criação de avestruz exige, acima de tudo, bastante espaço para que as aves se movimentem, já que são altas e com pernas longas. O ideal é que sejam criadas em fazendas ou sítios, jamais em áreas residenciais, pois não há espaço e o convívio com o homem não é sadio para a sua natureza selvagem. Elas devem ser criadas livres como em um pasto de bovinos, mas com cercas em tela para que não fujam. Os furos das telas devem ser pequenos e resistentes para impedir que uma tentativa de fuga possa acarretar na morte do animal por enforcamento.
Como eles se alimentam de pasto e também de ração, o ideal é que tenha apenas um grande galpão para que as aves possam se abrigar da chuva, sol e local para água como um grande reservatório, um tanque. No mais, não precisa de nada mais para que eles se sintam confortáveis o suficiente para reprodução.
Alimentação da sua criação de avestruz

Como dissemos antes, o avestruz se alimenta essencialmente de pasto. Contudo, nada impede que sejam introduzidas leguminosas e ração, o que estimula o crescimento do animal e com mais peso terá maior lucro por ave. A grama deve ser sempre fresca para evitar doenças. Já a ração deve ser balanceada e trocada ao menos a cada dois dias.
É preciso também providenciar para que o avestruz engula pequenas pedras, que ficarão alojadas em seu ventrículo e assim auxiliar na digestão. Porém, não é preciso mais que dois quilos por ave e sempre que as pedras estiverem sumindo do pasto, é preciso repor. Pode ainda ser acrescentado à dieta da ave fenos de alfafa ou semelhantes pelo alto valor nutricional e assim ter um animal adulto gordo e sadio.
O que se aproveita do avestruz para venda

O animal é extremamente lucrativo para o seu criador. Dele podem ser aproveitados os ovos para finalidade de alimentação do homem, o couro – cerca de dois quilos por animal, e mais de 100 quilos da carne. O quilo de carne de avestruz é bem mais cara que a de boi, sendo considerada nobre na culinária brasileira pelo seu valor nutritivo e sabor diferenciado.
A plumagem também tem alto valor de mercado e pode ser usada na indústria de confecção para travesseiros, peças de arte, entre outros fins.
Reprodução de um avestruz

Um casal matriz pode gerar em média 30 crias ao ano, o que quer dizer que seu valor de investimento tem mais de mil por cento de retorno financeiro se relacionado ao preço de venda do animal, bem como ao lucro de abate por ave. Para que tudo dê certo, é preciso que se espere e respeite o período reprodutivo, o ciclo de cria e a separação no período correto entre mãe e filhote, que pode ser de até dois meses.
O ideal é que os adultos apenas reproduzam filhotes para a venda até seus 30 anos de vida, quando estes podem ir também para o abate. Não explorar demais o casal matriz irá fazer com que sempre se tenha uma boa criação de avestruz e se garanta maior lucratividade no empreendimento. "Novonegocio"

5 de mar. de 2016

Diamante de Gould


Nome Científico
Chloebia gouldiae
Originário da Austrália, seu nome foi uma homenagem a Elizabeth Gould, esposa do ornitólogo John Gould.

Em cativeiro existem muitas variações na coloração, conseguidas através de mutações fixadas.

São dóceis e calmos a ponto de acostumar com o criador e não se assustar no momento da alimentação e limpeza da gaiola.

Reprodução


Dimorfismo sexual: Apresenta diferença entre machos e fêmeas. Os machos apresentam coloração mais vibrante e as penas da cauda mais compridas, em relação às fêmeas. Na época de acasalamento o bico dos machos torna-se mais vermelho, enquanto das fêmeas fica mais escuro.

Período de incubação (choco): 13 dias (com a ajuda de amas secas). Não são todos os casais que criam seus filhotes, sendo necessária a utilização de outros pássaros como amas-secas, como o Manon. Estes pássaros tratarão os filhotes com a devida dedicação até que eles possam se tornar independentes, o que ocorre por volta do 45º dia após o nascimento.

Quantidade de ovos: 2 a 5 ovos
Tipo de ninho: caixa (20 x 12x 12)
Gaiola de reprodução: 60 x 30 x 40 cm. Devem ter uma grade móvel no fundo para que as aves não tenham contato com suas fezes.
Desmame: aproximadamente 45 dias
Maturidade sexual: em torno de 12 meses
As fêmeas colocam de 1 a 5 ovos que são chocados por 15 dias em média.
A criação de Diamante de Gould é regulamentada pelo IBAMA.

4 de mar. de 2016

Curió


Nome Científico
Oryzoborus angolensis
O Curió (Oryzoborus angolensis) é um dos pássaros canoros mais valiosos do país, podendo um bom exemplar ser trocado até por um automóvel zero quilômetro. Encontra-se distribuído em quase todo território nacional, de Pernambuco ao Rio Grande do Sul, passando por estados da região Centro-Oeste. Seu canto, para muitos similar ao som de um violino, apresenta características diferentes para cada região do Brasil.

Seu nome, na linguagem indígena, significa amigo do homem. Mede aproximadamente 13 cm. Possui bico de cor preta, bem robusto, curto e forte. É um pássaro irrequieto que vive a pular de um poleiro para outro.

Atualmente o Curió, assim como muitos outros pássaros brasileiros encontram-se ameaçados de extinção, em decorrência da caça gananciosa, predatória e a destruição de seus ambientes naturais. Somente exemplares oriundos de criadouros autorizados devem ser adquiridos.

3 de mar. de 2016

Coleirinho, Coleirinha, Papa-Capim



Nome Científico
Sporophila caerulescens
Também conhecido como coleirinho, coleirinha, papa-capim e outros. É uma das mais populares aves entre os criadores pela beleza de seu canto e fibra.

São chamados de Coleiros em decorrência do inconfundível colar, característico dos machos, que podem apresentar peito branco ou amarelado. Seu canto varia bastante de uma região para outra. As fêmeas, por sua vez, possuem coloração parda e não são canoras.

Canário Do Reino ou Belga


Nome Científico
Serinus canaria
Há mais de 5 séculos estes belos, coloridos e canoros pássaros, capazes de formar duetos e quartetos musicais, tem encantado milhares de pessoas no mundo todo.

São originários das Ilhas Canárias, localizadas na costa oeste da África, que curiosamente receberam este nome dos romanos não pelos Canários, mas devido aos cães (canis em latim) de grande porte que ali habitavam. Acredita-se que os primeiros registros sobre Canários datem do ano 1402. Muito utilizados pelos marinheiros como animal de estimação, os Canários conquistaram a Europa e o mundo rapidamente.

Antes da Revolução Industrial era comum a manutenção de Canários pelos artesões nas oficinas e lojas, como forma de entretenimento. Essa prática de manter os Canários no local de trabalho foi adotada também pelos mineiros de carvão, que os utilizavam como alarme, pois caso estes morressem dentro da mina era sinal de que havia vazamento de gás.

Da época do descobrimento do Canário selvagem (Serinus canarius), de cor verde acinzentada, até os dias de hoje, muito se fez através das criações seletivas.

Entre os Canários de canto, destacam-se algumas raças como a Harzer, também conhecida por Harz ou Belga, a Malinolis, descendente de Canários belgas da região de Flandres (cidade de Malines) e o Timbrado Espanhol, criado na Espanha desde 1700.

Canários de porte recebem esta designação devido à forma do corpo e a posição que adquirem no poleiro. Os Canários de porte dividem-se em Ingleses (Norwich e Yorkshire) e Frisados (do Norte e do Sul)."Fonte: Alcon"