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13 de fev. de 2013

Doenças dos peixes ornamentais



Existem várias doenças conhecidas e tratáveis de peixesornamentais. Com o tempo, o hobbysta vai adquirindoexperiência para diagnosticá-las e tratá-las. Mas mesmo o mais experiente criador pode ficar na dúvida sobre os sintomas e o melhor tratamento. É fundamental estar certo sobre o diagnóstico antes de iniciar qualquer tratamento, pois, caso contrário, a cura pode ser mais prejudicial que a doença.
Existem doenças, como o íctio, que podem ser c Os peixes, como todos os serem vivos, podem ficar doentes, conquanto sejam bem poucas as doenças contagiosas que realmente trazem problemas aos aquaristas. Infelizmente, o grande risco se encontra na própria montagem do aquário, ocasião em que um peixe infeccionado pode misturar-se aos outros. Para muitas doenças de peixes não se sabe nem a causa nem o remédio. Neses casos, é preferível talvez investir na compra de novos peixes.
Doenças contagiosas As doenças contagiosas são as mais sérias, porque um peixe infectado no aquário pode transmitir a doença a todos os outros peixes da comunidade. As duas mais comuns, o íctio e o veludo, são causadas por parasitas microscópicos, unicelulares(protozoários). Infecções bacterianas e viróticas provavelmente também são comuns, em particular em peixes de importação recente, mas, como não apresentam nenhum sintoma particular, não podem ser diagnosticadas.
Íctio ou ictiofiríase É uma infecção causada pelo Ichthyophthirus multifilius, transmitida sempre por um peixe infectado ou pela água em que ele esteve recentemente. O primeiro sintoma é o peixe esfregar-se contra uma pedra ou não alimentar-se tão bem quanto costumava. Começam então a desenvolver-se manchas brancas do tamanho da cabeça de um alfinete, mais visíveis nas nadadeiras. No primeiro estágio da doença, o peixe pode ter apenas uma mancha branca e mesmo assim transmitir o mal a todos os peixes do aquário. A mancha branca é o estágio cístico do parasita, o qual, ao amadurecer, separa-se do peixe e cai no fundo do tanque. Em seguida ocorre a divisão celular dentro do cisto, formando-se numerosas células-irmãs. O cisto então estoura, liberando essas células que nadam ativamente no aquário até encontrar o peixe. A célula microscópica penetra a pele do peixe, alimenta-se dela e do muco e cresce até a fase cística, reiniciando-se o ciclo. Um peixe não tratado pode desenvolver grande número de manchas brancas que acabarão por matá-lo. Os filhotes são mais suscetíveis à doença. Por meio de uma rede ou outro equipamento semelhante, o peixe com o parasita vivo pode ser transportado para outro tanque sem levar junto a água infectada. A cura é relativamente simples. Eleve a temperatura do tanque a 28ºC. Isto provocará o rápido desenvolvimento dos cistos em células irmãs, que poderão ser eliminadas pelos remédios indicados contra o parasita. O azul de metileno é um deles, sendo encontrado até nas lojas especializadas em peixes. Uma das contra-indicações ao seu uso é que pode matar as plantas. Evita-se isto passando-se os peixes para um tanque sem plantas e submetendo-os ao tratamento até todas as manchas desaparecerem. O tanque com plantas deve ser deixado sem peixes por duas semanas, período durante o qual todos os parasitas morrerão por não terem de que alimentar-se. Há vários outros medicamentos para esta doença. Muitos deles não afetam as plantas. Siga cuidadosamente as instruções do fabricante, tanto para o azul de metileno como para os outros remédios.
Veludo É outra doença contagiosa, provocada pelo parasita protozoário Oodinium limneticum. À semelhança do íctio, é sempre transmitida por um peixe infectado ou pela água que o conteve recentemente. O peixe pode não apresentar mal-estar até a doença se encontrar em fase avançada. Os parasitas são minúculos, e um peixe gravemente infectado parece recoberto com finíssimos grãos de pólen. Uma infecção branda pode passar facilmente despercebida. Esta infecção também pode matar os peixes, em especial os filhotes. O parasita adulto prende-se à pele do peixe e alimenta-se de seus tecidos. Ao amadurecer, cai do peixe e forma um cisto, dentro do qual ocorre a divisão celular em 256 célular-irmãs. O cisto se rompe e as células-irmãs(enxame) nadam até encontrar um peixe. Um exame pode viver por algum tempo mesmo sem encontrar um hóspede, porque contém clorofila. Pode também formar um cisto e substituir neste estágio por algum tempo. Uma Solução de azul de metileno a 1:100(2 ml por 4,5 l), repetida sempre que a cor esmaecer, elimina o parasita em sua fase de enxame. Outros medicamentos com boas propriedade de cura são também encontrados em lojas especializadas. A temperatura da água deve ser elevada a 28ºC, para acelerar-se o ciclo vital do parasita.
Infecções bacterianas São frequentes em peixes de importação recente, que apresentam os seguintes sintomas: nadadeiras encolhidas, inapetência e investidas contra as pedras. Pdem ter manchas minúsculas, menores e mais numerosas que as manchas brancas do íctio. Esta doença é facilmente curável por meio de aureomicina - 100 mg em 22,5 l de água no tanque.
Hidropisia Pensa-se que a hidropisia seja doença bacteriana transmissível aos outros peixes. O corpo do peixe incha e as escamas ficam de pé. Isole qualquer peixe infectado e experimente um tratamento com aureomicina.
Saprolegnia Quando, depois de um ferimento, cai uma escama, podem ali fixar-se esporos do fungo Saprolegnia. Desenvolve-se, então, ao lado da escama caída, uma excrescência, como um chumaço de algodão. Algumas gotas de azul de metileno duas vezes por dia sobre os fungos é o tratamento recomendado. Para isso, o peixe é recolhido em uma rede fora do tanque.
Ichthyophonus(boca-branca) É outra forma de infecção fúngica, raramente diagnosticada pelo aquarista. É provocada pela ingestão por parte do peixe de cistos de fungo presentes em outros peixes ou livres na água. O fungo desenvolve-se então no instestino e penetra nas vias sangüíneas. Os sintomas variam dependendo de onde a infecção tem início, mas podem ocorrer ulcerações na pele, inchação abdominal ou enfraquecimento. O tratamento é feito embebendo-se alimento seco em uma solução a 1:100 de fenoxetol, misturando aos peixes infectados. Remova sempre os peixes mortos do aquário o mais cedo que puder. Há ainda uma série de outras doenças que aparecem periodicamente, mas não são contagiosas nem têm a gravidade daquelas até aqui consideradas.
Olho esbugalhado Um ou os dois olhos incham e ficam "sombrios". Trate com uma solução de azul de metileno a 1:100, como colírio. Apanhe os peixes em uma rede e pingue duas gotas da solução em cada olho infectado.
Infecção na bexiga natatória Muitas espécies de peixes têm uma bexiga de ar, cuja função é auxiliar o peixe em sua flutuação. A disfunção desse orgão faz com que o peixe tenha postura anormal e se desequilibre na água. O mal pode ser causado por uma infecção, e o tratamento é à base de aureomicina.
Ferimentos Os peixes podem ferir-se brigando, ou ao serem capturados em redes ou trasportados. Como conseqüência pode ocorrer perda de escamas ou dano nos olhos e nas nadadeiras.
Corcunda Vêem-se ocasionalmente peixes com a espinha deformada, o que lhes dá um aparência corcunda. Por vezes, isto acontece com os peixes idosos, como parte do processo de envelhecimento. Ocorrendo em peixes jovens, pode tratar-se de um anomalia congênita, não devendo tais peixes ser usados como reprodutores, para não transmitirem o defeito.
Hidra A hidra pode ser introduzida nos tanques junto com as dáfnias. Mede cerca de 1 cm e tem numerosos tentáculos. Pode matar os alevinos, mas é inofensiva quanto aos peixes maiores. É facilmente exterminada se o aquarista deixar de alimentar os peixes com pulgas-d'água, que são sua comida básica. Deixando-se os peixes sem ração por cerca de cinco dias, também eles se sentirão impelidos a comê-las. ombatidas apenas alterando algumas condições da água do aquário, sem o uso de medicamentos. Existem outras que necessitam de antibióticos e um aquário hospital para administração dos mesmos. Muitas doenças, aliás, a grande maioria delas, se manifestaquando as condições da água do aquário começam a ficar inaceitáveis para os habitantes. Por isso, entre as coisas que eu aconselho para a farmácia do aquarista estão diversos itens voltados apenas para a manutenção e melhora das condições da água.
Itens da Farmácia:
1) sal grosso
2) um aquecedor com regulagem eletrônica (por exemplo, Visi-Therm) de 100 Watts (ou vatagem recomendada para o tamanho do aquário principal)
3) anti-cloro (eu gosto bastante do anti-cloro da Tetra)
4) Parasiticida da Atlantis
5) Bactericida e Fungicida da Atlantis
6) Algum antibiótico (Maracyn II) no caso de aquário de ciclídeos, especialmente discos.
É claro que a aquisição de todos estes itens vai depender das condições do aquarista, mas por serem mais em conta, eu aconselho a aquisição pelo menos dos itens 1, 3, 4 e 5.
Eu vou partir minha descrição de doenças, começando da mais comum, e chegando nas mais raras.
É muito importante ter em mente que devido ao fato de que muitas doenças estão relacionadas à má qualidade da água, a troca parcial de água, com água tratada, é sempre recomendada como umas das primeiras coisas a serem feitas na iminência de qualquer doença. De forma que antes do início de qualquer tratamento, eu considero que o aquarista já fez uma troca de pelo menos 20 % da água do aquário. No caso da administração de medicamentos, deve-se retirar o carvão ativado do filtro, caso existente, para que este não remova de imediato os elementos da medicação.
ÍCTIO
Sintomas: inicialmente o peixe começa a se esfregar no cascalho, em pedras, ou nas folhas de plantas do aquário, como que se conçando. Depois começam a aparecer pontos brancos espalhados pelo corpo do peixe, que vão aumentando em número e tamanho; sua aparência é de pequenos cogumelos. A doença é bem contagiosa, mortal, mas de fácil tratamento.
Tratamento: Parasiticida na dosagem recomendada no rótulo, aplicado no próprio aquário principal.
VERME ÂNCORA
Sintomas: normalmente o verme aparece fixado na nadadeira dorsal do animal, como se uma flexa o tivesse atravessado. O verme tem aproximadamente uns 6 mm de comprimento por 1 mm de diâmetro.
Tratamento: remover o verme. Para isso pode ser usada uma pinça, ou outro instrumento equivalente. Para mim, o mais fácil é separar um pano limpo e sem resíduos químicos para segurar o peixe, umidecer o pano na água do aquário, e segurar o peixe deixando apenas a área infectada exposta; remover o verme rapidamente com a pinça, pingar merthiolate no local (para evitar infecções) e devolver o peixe no aquário.
VELUDO
Sintomas: o peixe começa a se esfregar (coçar) em objetos no aquário, rapidamente uma fina película, parecendo veludo, começa a recobrir o corpo do peixe. Essa doença se alastra muito rapidamente, e é extremamente mortal.
Tratamento: aumentar a temperatura da água até 31° Celsius (não aumentar mais de 2° por dia), colocar sal grosso na água (desde que o aquário não tenha peixes de fundo: limpa-vidros, cascudos e corydoras) e usar parasiticida. Como essa doença parece surgir especialmente quando as condições da água não estão boas, suspender inicilamente a alimentação por 1 ou 2 dias, e diminuir a quantidade de comida. Se possível, voltar a alimentação dos peixes com artêmia viva.
FUNGO
Sintomas: o peixe aparece com alguma região coberta por um algodão branco.
Tratamento: trocar 50% da água do aquário imediatamente, e depois 20% por dia até resolver o problema. Usar fungicida e bactericida na dosagem recomendada. Se não houverem peixes de fundo, usar um pouco de sal grosso (uma colher de chá para cada 20 litros de água). Aumentar uns 3° a temperatura do aquário, 1,5° por dia, até um máximo de 31°.
Superabundância de Sangue
Sintomas: muito comum em kyngyos. É típico sintoma de má qualidade da água. Aparecem riscas vermelhas, de sangue, principalmente na nadadeira caudal do peixe.
Tratamento: trocar água sifonando o fundo, diariamente, até resolver o problema. Diminuir a alimentação. Se possível, substituir parcialmente a alimentação por artêmias vivas.
Degeneração das Nadadeiras
Sintomas: apodrecimento dos tecidos das nadadeiras, que se apresentam como que comidas.
Tratamento: troca de água e limpeza do aquário. Sal grosso desde que não haja peixes de fundo. Fungicida e Bactericida na dosagem recomendada no rótulo. Alimentar com artêmias vivas, se possível, por alguns dias.
DACTILOGIRUS
Sintomas: aparecimento de filamentos muitos finos nas brânquias, que acabam se apresentando irritadas (avermelhadas). Podem aparecer fungos na região atacada.
Tratamento: o ideal seria tratar com antibiótico (por exemplo, terramicina) em aquário hospital. No aquário principal, aumentar a oxigenação, e tratar com Fungicida e Bactericida e Parasiticida. Aumentar 2° a temperatura da água, até no máximo 31°. Se possível usar sal grosso, desde que não haja peixes de fundo. Diminuir a alimentação, e se possível alimentar com artêmias vivas.
AEROMONAS
Sintomas: as nadeiras dos peixes vão sendo comidas das pontas em sentido as corpo, pode existir uma borda vermelha, de sangue,na região que está sendo atacada; o corpo do peixe aparece comum anel branco, normalmente ao redor do dorso.
Tratamento: a doença é bastente contagiosa e causada por bactérias do gênero Aeromonas. Como em uma epidemia degripe, muitos indivíduos são contaminados, mas outros ficam ilesos.Os contaminados em geral acabam morrendo se não forem tratados.Dependendo da variedade da bactéria, a simples aplicação deBactericida e Fungicida da Atlantis pode conter a doença,mas o garantido mesmo é o emprego de antibiótico, sendo que eutenho tido ótimos resultados com o Bacter da Labcom em aquário hospital.
Hoje em dia (16/11/99) essa doença tem se manifestado bastante em peixesrecém adquiridos e deve ser prontamente diagnosticada etratada devido ao seu alto grau de mortalidade.
Doenças de Discos
Os Acarás Disco são peixes bastante sensíveis a variação da qualidade da água, e a alimentação. Eles são originários da Bacia do Amazonas, e nos paises aonde são criados comercialmente, chegam a trocar diariamente 90 % da água do aquário por dia para satisfazer os discos e manter as condições ideais. Muitas pessoas criam discos em aquários sem cascalho no fundo, para facilitar a manutenção e aumentar a "higiene" no aquário. As condições da água devem ser constantemente checadas e mantidas: pH ácido (de 5,0 a 6,5) e temperatura alta (de 27° até 32°). Os níveis de nitrato também devem ser controlados, e mantidos o mais baixo possíveis.
Duas doenças muito comuns de discos são a Capilaria, e a Hexamita. Em ambas os sintomas se iniciam com a falta de apetite do peixe, até que ele para completamente de comer. A Capilaria é um verme, e a Hexamita um parasita intestinal, se não me engano um protozoário. Do exposto acima, a primeira coisa a ser feita é checar as condições da água. O tratamento é feito normalmente em aquário hospital, com medicamentos comprados em lojas de peixes específicos para essas doenças. É recomendável alimentar com artêmia viva para tentar despertar o apetite dos peixes infectados, para que estes não morram por desnutrição durante o tratamento..

27 de out. de 2010

FOLHAS DE AMENDOIRA

Terminalia catappa, o nome é estranho? Certamente a planta não é desconhecida sua, confira na foto ao lado.

Esta planta é conhecida no Brasil por vários nomes comuns, de acordo com a região ela pode ser chamada de Castanheira, Castanheira Portuguesa, Castanha da ìndia, Castanhola, Sete Copas, Chapéu de Sol e possivelmente outros nomes.

Ela foi introduzida no Brasil pelos portuguêses trazida da Índia no período de colonização do nosso país. Adaptou-se perfeitamente aos diversos climas do nosso gigante e hoje se ninguém falar nada, muita gente vai continuar pensando que ela é nativa, mas não é, é uma planta exótica. No exterior o nome mais comum é Indian almond leaves mas não é difícil ver a planta sendo chamada de folhas milagrosas ou folhas mágicas.

Mas o que tem essa planta de especial para estar sendo comentada em um website que basicamente trata de aquários?

Esta planta é hoje em dia, alvo de diversas pesquisas farmacêuticas, um dos metabólitos presente em suas folhas já foi identificado como bactericida e fungicida entre outras possíveis aplicações, inclusive contra o câncer. Ela é usada na medicina popular da Ásia a séculos e além disso é usada como tônico e coadjuvante no tratamento de peixes ornamentais, este segredo foi guardado por muito tempo pelos orientais e com o advento da internet essa informação finalmente vazou, embora pessoas mais informadas já tenham ciência do uso destas folhas no oriente aqui no Brasil. Ainda não se tem conhecimento, pelo menos não foram divulgados, da aplicação prática na criação e manutenção de peixes ornamentais.

Quem conhece um pouquinho como é feita a criação de peixes na Ásia sabe que qualquer brasileiro se assustaria com a quantidade de peixes que são mantidos em tanques e viveiros, uma quantidade muito superior a qualquer média comumente conhecida e estabelecida entre nós. Ficamos imaginando que seria esperado um grande número de mortes e de problemas relacionados ao excesso de população em uma criação tão intensiva... mas não é o que ocorre, os asiáticos sempre assombraram os ocidentais com o volume de produção. Um dos segredos é a qualidade da água e é exatamente aí que a folha da Terminalia catappa entra. Na criação de peixes de corte, Tilápias, por exemplo, a T. catappa é uma alternativa reconhecida ao uso de antibióticos.

Entre as qualidades que hoje podem ser encontradas testemunhadas em sites e fóruns das mais variadas nacionalidades estão:

Estimulante da reprodução;
Alto poder antifúngico;
Alto poder antibactericida;
Alto poder antiparasiticida;
Intensificação das cores dos peixes;
Melhoraria da saúde geral dos peixes;
Baixa o pH;
Simular condições de águas escuras (Black Water).
As folhas secas da Terminalia catappa são amplamente utilizadas por criadores de Bettas, Discos e demais peixes de água ácida principalmente, no entando é fácil encontrar referência de uso com diversas outras espécies como Rásboras, por exemplo. As folhas são usadas secas dentro do compartimento de filtragem, local de grande circulação de água na proporção de 1 folha para cada 15 galões, o que em litros dá 1 folha para cada 56L mais ou menos. Estas folhas hoje tem um forte comercio internacional sendo muito apreciadas por criadores de Killifishes e Discos europeus (principalmente Alemanha) e atualmente encontra um comercio em expanção entre os hobistas americanos que as tem adiquirido pela internet. Um saquinho contendo cerca de 10 folhas custam a bagatela de U$ 7,50 nos EUA.

Com tantas qualidades e tantas referências positivas fico imaginando por que o Brasil que tem essa planta de norte a sul não há referências do seu uso ou experimentação... certamente espera-se que um grande site americano anuncie a venda para então a febre chegar até aqui.

Por que não tentar?

Se você ficou curioso a respeito acho que é totalmente válida uma experimentação, para os criadores de Betta acostumados a usar a folha de bananeira no tratamento de algumas infecções tem ai uma excelente oportunidade para experimentar.

Para usar as folhas recomenda-se colhe-las ainda verdes e seca-las a sombra, isso evita que juntamente das folhas secas coletadas no chão sejam introduzidos no aquário agentes contaminantes que aproveitam a morte da folha para se instalar, obviamente o poder de defesa da folha é muito maior quando ela ainda está viçosa e saudável em seu galho. Após a coleta as folhas devem ser lavadas e dispostas para secagem, após a secagem basta dispo-las em local de grande circulação de água, neste caso os filtros. Vale lembrar que a folha, como mencionado acima, tigirá a água de uma coloração amarelada cor de chá, então se você não aprecia a coloração esteja avisado.

Efeitos esperados

Espera-se que os peixes reajam exibindo todo seu vigor, tenha baixa suscetibilidade a infecções e tenham suas cores intensificadas, estes são os efeitos gerais associados ao uso das folhas. Na reprodução é esperada diminuição e até ausência de ovos fungados (ovos brancos) bem como um aumento no número de alevinos sobreviventes aos primeiros dias.

Modo de Uso

Cada folha pode tratar até 56L (10G) de água. Simplesmente coloque a folha inteira no seu aquário ou qualquer recipiente com água e a deixe lá por pelo menos 5 dias ou até 10 dias para obter melhores resultados. A água irá gradualmente tornar-se cor de chá nos dias subsequentes, primeiro uma cor suave intensificando com o decorrer da aplicação. Se você tem um recipiente com menos de 56L pode-se aplicar as folhas em separado e ir diluindo a solução no recipiente que se quer tratar, mas pode-se ainda diminuir a proporção das folhas em relação ao conteúdo do recipiente. As folahs devem ser removidas após 10 dias de uso visto que todas as suas propriedades benéficas como o ácido taninico já foram liberadas no tanque.

Para pequenos recipientes, como betteiras de criação, pode-se usar um recorte da folha de uns 3.5 a 7cm2 adicionado diretamente ao recipient deixando-o lá por pelo menos 3 dias ou cinco para melhores resultados. O tratamento da água com as folhas da Terminalia catappa diminuem a necessidade de trocas desses recipientes de várias em uma semana para uma por semana, mesmo assim não deve-se deixar de fazer trocas.

Ficou curioso e vai tentar? Ótimo, observe o modo de preparação e uso citados acima e não deixe de compartilhar os resultados.