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30 de nov. de 2018

Como Criar Guppys - Guppies Lebistes - Barrigudinhos

Os guppies (Guppys) – também conhecidos como lebistes ou barrigudinhos – exibem belas cores, são fofos e fáceis de cuidar. Ou seja, são os peixes de estimação perfeitos. Se pretende manter o aquário cheio com essas belezinhas, é preciso aprender sobre os cuidados necessários com a saúde e a reprodução desses bichinhos.

1ª Parte
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1 - Selecione os peixes certos. Leve em conta o número de filhotes, a cor e o formato de cauda desejado. As características dos pais determinarão a aparência dos alevinos (como são chamados os filhotes de peixe).
Número de peixes: Geralmente, são escolhidas duas ou três fêmeas para um macho. Quando há apenas uma para o macho, ele torna-se agressivo e a persegue por todo o aquário. Mas se há outra ou mais duas, a atenção do macho é dividida entre elas. Como resultado, o processo de cruzamento fica menos estressante para as fêmeas.
Cores: Há vários padrões básicos para os lebistes. Eles incluem o Selvagem (coloração cinza ou verde-oliva), Albino (cores claras ou branco com olhos vermelhos), Pastel (cores claras com pigmentos pretos) e Azul cintilante.
Forma da cauda: Ela pode variar desde uma barbatana traseira arredondada até o formato de uma espada. A variedade é grande. Os tipos mais comuns são o Delta (formato grande e triangular), o Fantail (do Inglês “fan”, que significa “leque”) e o Round tail (uma cauda pequena e redonda).
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2 - Escolha o aquário adequado para a procriação. Ele deve ter capacidade para 40 a 75 litros com um aquecedor e um filtro suaves. Isso porque um filtro muito forte pode sugar os peixes, o que pode ser fatal. Caso ele seja potente demais, cubra a abertura com uma meia-calça. Esse quebra-galho permitirá que a água continue sendo limpa e protegerá os filhotes.
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3 - Prepare o aquário. Infelizmente, os guppies adultos tendem a devorar os filhotes (o instinto paternal e maternal não são o forte desse peixe!). Para evitar esse problema, faça esconderijos para os alevinos para que possam se proteger depois de nascerem. Uma boa alternativa é usar plantas aquáticas flutuantes, tanto as que ficam no fundo como as que ficam mais próximas à superfície. Assim, eles poderão se esconder e, quando quiserem, poderão também nadar até a parte de cima do aquário (como costumam fazer quando estão saudáveis).
Não use substrato. Ele é composto de pedregulhos usados para cobrir o fundo do aquário. Mas para criar filhotes, o melhor mesmo é que essa parte do aquário esteja sem nada. Desse modo, a limpeza fica muito mais fácil e você poderá visualizar melhor a quantidade de alevinos vivos e a quantidade de comida que eles estão consumindo.
Entre os acessórios que fornecem um bom abrigo para os filhotes estão o musgo de Java e as franjas de lã ou de algodão (você pode até fazê-las em casa mesmo usando lã verde e assistindo a vídeos no YouTube com o termo “spawning mop”).
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4 - Ajuste o aquário às necessidades dos peixes. Regule a temperatura para cerca de 25º C durante o período em que as fêmeas e machos estão juntos. Antes de colocá-los no aquário de procriação, compre uma ração de maior valor nutricional a fim de favorecer o nascimento de uma cria saudável.
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5 - Coloque os guppies no aquário de procriação. Agora, é hora de esperar até que eles cruzem. Assim que notar que a fêmea está grávida, coloque o macho de volta no aquário normal. Pode-se identificar a gravidez através de uma marca escura no abdômen da fêmea (chamado de ponto gravídico). Quando os ovos são fertilizados, essa mancha escura fica ainda mais acentuada.
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6 - Saiba identificar se a fêmea está prestes a dar à luz. Geralmente, o período de gestação dura de 26 a 31 dias. Quando ela está pronta para parir os alevinos, o estômago fica enorme e o ponto gravídico torna-se extremamente preto (ou marrom escuro, no caso de guppies albinos e pastéis). O curioso é que a barriga dela fica quadrada feito uma caixa de papelão em vez de crescer arredondada. Outro fato interessante é que essa espécie de peixe dá à luz filhotes vivos em vez de ovos. Será preciso acompanhar de perto a fêmea no período próximo ao parto para que ela possa ser imediatamente retirada do aquário após parir os alevinos. Caso contrário, eles podem acabar virando alimento para a mãe.
Alguns dos sinais de que ela vai entrar logo em trabalho de parto são: mudanças no comportamento (ela fica muito quieta, procurando isolar-se), tremedeira (contrações), o ato de tentar ficar o máximo possível perto do aquecedor ou uma mudança súbita no apetite (incluindo se recusar a comer ou cuspir a comida.)

2ª Parte
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1 - Retire a fêmea do aquário de reprodução depois que os alevinos nascerem.Embora isso possa parecer uma prática cruel, saiba que eles já nascem completamente prontos para sobreviverem por conta própria. Além disso, como dito acima, as mães às vezes resolvem devorar os próprios filhotes.
Caso não possa estar presente no momento do parto, pelo menos deixe várias plantas aquáticas no aquário para que os alevinos possam se esconder nelas.
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2 - Mantenha o aquário limpo e a uma temperatura adequada. A cria precisa viver em um ambiente cuja temperatura fica em torno de 25,5 graus Celsius. Procure mantê-la assim até que os filhotes se tornem adultos. Não se esqueça de fazer uma faxina com frequência, usando um sifão elétrico próprio para aquários e de trocar 40% da água a cada dois ou três dias para deixá-la sempre limpa.
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3 - Saiba como alimentar os peixes corretamente. Os barrigudinhos gostam de artêmias salinas (um tipo de camarão), micro vermes ou ração em flocos. Eles devem ser alimentados duas vezes ao dia e o cardápio pode incluir carne e legumes. Pode-se usar raspas de legumes e ração em flocos. Só é preciso tomar bastante cuidado para não colocar comida demais, pois os alevinos são pequenos e comem pequenas quantidades por vez. Logo, se você colocar comida demais no aquário, o excesso que acabar estragando dentro da água pode causar uma intoxicação alimentar ou a contração de doenças. Nos piores casos, os filhotes podem chegar a morrer.
Filhotes recém-nascidos devem ser alimentados com artêmias salinas que acabaram de sair das ovas. Esse é o alimento que melhor garante um crescimento saudável. E, se quiser deixá-los contentes, experimente colocar uma pequena quantidade de espinafre cozido no aquário.
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4 - Tome os cuidados necessários para garantir a saúde dos filhotes. Dentre eles está a remoção dos mortos. É fácil retirá-los, pois eles ficam boiando na superfície da água. Procure registrar a quantidade de mortos para poder identificar a causa do problema. Algumas das medidas que ajudam a impedir que as perdas continuem são a troca da água e do tipo de ração e de alimentos. E lembre-se de que qualquer resíduo acumulado é prejudicial para a saúde dos guppies filhotes.
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5 - Transfira os filhotes para o aquário normal depois que atingirem um bom tamanho (o suficiente para não serem devorados pelos outros peixes).Geralmente, eles ficam maiores com cerca de um mês e meio a dois meses de idade, quando tornam-se aptos para se defenderem sozinhos fora do criadouro. Eles podem ser colocados em um ambiente que comporte peixes não-agressivos, ser vendidos a uma loja de animais de estimação ou dados como presente para amigos. (Fonte: wikihow)

13 de fev. de 2013

Guppy Selvagem


História do guppy selvagem

Originalmente encontrado nas regiões costeiras da Venezuela e Guiana, e nas ilhas do sul do Caribe: Antiqua, Antilhas Holandesas, Trinidad-Tobago e Barbados, pelo menos até 1910. Barbados poderia ser considerada um “paraíso” no que se refere à virtual ausência de mosquitos transmissores de malária, em uma região onde esta doença é considerada endêmica. Este fato levou autoridades sanitárias de diversos países a introduzir o million fish (nome pelo qual o guppy era conhecido em Barbados) em córregos, valas, várzeas, brejos e pauis, onde, devido à sua resistência e prolificidade, adaptou-se muito bem.
 imagem peixe
Contudo, os objetivos de controle biológico dos vetores maláricos não foram plenamente alcançados, pois estudos posteriores comprovaram que o guppy é onívoro, fazendo da matéria vegetal parte preponderante de sua dieta. Outrossim, a introdução indiscriminada da espécie em algumas regiões, seja por planejamento deficiente, seja por aquariófilos desavisados, ocasionou danos ecológicos, como na ilha Maurício, onde passou a consumir desovas de espécies nativas.
Guppy, lebiste, guaru, barrigudinho, cospe-cospe, bobó, million fish e rainbow fish, são alguns de seus nomes vulgares. Quanto ao padrão de colorido, as fêmeas são acinzentadas, com reflexos bronze-esverdeados, ventre branco e nadadeiras transparentes; os bordos das escamas são escuros, formando atraente rendilhado. Os machos, que raramente ultrapassavam três centímetros, literalmente explodem nas cores do arco-íris, sobretudo em vermelho, azul e verde metálico, com uma a três máculas no corpo e ainda riscos, manchas, pontos, frisos e debruns em negro, numa variedade de desenhos e padrões difícil de ser descrita. No aspecto taxonômico, este peixinho deu um verdadeiro “baile” em uma penca de estudiosos do século XIX. Tudo começou em 1859, quando Wilhelm C. H. Peters, do Museu de Berlin, descreveu um exemplar constante de uma remessa de peixes preservados em álcool, proveniente do norte da América do Sul, denominando a espécie Poecilia reticulata, devido ao padrão rendilhado acima referido, e assinalando como localidade típica a cidade de Caracas, na Venezuela.
Até aí tudo bem. A confusão se inicia em 1861, quando F. de Filippi, do Museo de Torino, Itália, ao analisar exemplares coletados na ilha de Barbados, e aparentemente desconhecendo o trabalho de Peters, classificou-os com o nome de Lebistes poeciloides, novo gênero e nova espécie. Mais alguns anos se passaram e em 1866, Albert Carl Ludwig Gotthilf Günther, do Museu Britânico de História Natural, na página 353 de seu extraordinário “Catalogue of the fishes of the British Nuseum”, descreveu uma espécie denominando-a Girardinus guppii, em homenagem a seu coletor e remetente, o clérigo anglicano, reverendo Robert John Lechemere Guppy, com localidade típica na ilha de Trinidad. Ironicamente, na página 352, confrontante com a página 353 do mesmo trabalho, relaciona Lebistes poeciloides de Filippi. E não foi só: na página 356, revisando a descrição feita por Peters, lista Girardinus reticulatus, sem se dar conta que se tratavam todas da mesma espécie.
Outros naturalistas ocuparam-se da espécie, alguns aumentando a confusão: Girardinus reticulatus Eigenmann & Eigenmann, 1881; Poeciloides reticulatus Jordan & Gilbert, 1883; Heterandria guppii Jordan, 1887; Girardinus guppii Regan, 1895; Poecilia reticulata Garman, 1895; Poecilia poeciloides Garman, 1895; Acanthophacelus reticulatus Eigenmann, 1907; Acanthophacelus guppi Eigenmann, 1910; Girardinus poeciloides Boulenger, 1912; Poecilia poeciloides, Langer, 1913. Bem, chegamos assim ao ano de 1913, quando Charles T. Regan, a partir de detalhado estudo comparativo das estruturas componentes do gonopódio, concluiu que todas as espécies acima relacionadas eram na verdade apenas uma. Ora, a regra de prioridade constante das normas de nomenclatura zoológica determina que se deva validar o nome mais antigo, neste caso Poecilia reticulata Peters. Todavia, Regan havia constatado pequenas diferenças entre esta espécie e a espécie-tipo Poecilia vivipara Bloch & Schneider, 1801, o que justificaria sua inclusão em gêneros separados. O gênero seguinte, na ordem cronológica era Lebistes e, portanto chegamos a Lebistes reticulatus (Peters, 1859). Esse nome perdurou inalterado por 50 anos, com apenas uma discordância: Glaridichthys reticulatus Milewiski, 1920.
Porém, no ano de 1963, em revisão geral da família Poeciliidae, Donn E. Rosen & Reeve M. Bailey, consideraram Lebistes como um sub-gênero de Poecilia, finalmente estabelecendo o nome Poecilia reticulata Peters, 1859 como definitivo. Deixemos bem claro que esta “Babel” não se deveu à incompetência ou egocentrismo dos referidos zoólogos, mas antes à ausência, naquela época, de normas internacionalmente aceitas, de precariedades de comunicação entre instituições e ao fato de que muitas descrições basearam-se em indivíduos sub-adultos ou em um único exemplar, às vezes sem o registro de sua procedência ou com o mesmo incorreto, mau estado de conservação, e assim por diante.
Regan teve a vantagem de trabalhar alicerçado em um código internacional, o qual foi adotado no mundo todo a partir do V Congresso Internacional de Zoologia realizado no ano de 1901. Até então, cada país tinha seu código particular.
O pequenino peixe do reverendo Guppy iniciou sua trajetória pelos aquários do mundo nos idos de 1908, importado por comerciantes alemães com a finalidade de suprir a crescente demanda por peixes tropicais exóticos, pois já naquela época destacava-se a Alemanha como o país mais avançado em aquariofilia. O Segundo Reich, regido pelo Kaiser Guilherme II, atravessava um período de expansão econômica e colonial, e seus aquaristas tinham acesso a peixes ornamentais das mais diversas regiões do globo. Todavia, os meios de transporte eram muito precários, sendo os peixes trazidos por via marítima, em grandes tambores de folha de flandres, demorando a viagem várias semanas; assim sendo não é de estranhar a altíssima taxa de mortalidade dos peixes e a conseqüente elevação de preço alcançado pelos sobreviventes que chegavam ao destino. Segundo Uwe Peter Kohnen, no seu livro “O Guppy, criação e desenvolvimento”, um casal de guppies podia custar naqueles tempos até oitenta marcos em moedas de ouro. Os primeiros casais foram adquiridos por entusiastas, forçosamente pessoas abastadas, sendo aclimatados em suas estufas, onde se reproduzindo admiravelmente, granjearam o apelido de millionenfische.
O advento da Primeira Guerra Mundial, entre os anos de 1914 e 1918, e a subseqüente derrota teutônica, determinou certo grau de estagnação da aquaricultura naquele país, situação que perdurou até o grande movimento de reconstrução nacional do final da década de 40 e início dos anos 50. Nos anos que se seguiram ao conflito, os lebistes foram introduzidos nos Estados Unidos, causando verdadeira comoção popular e conquistando rapidamente um público cativo. Os autores de artigos em publicações especializadas referiam-se aos peacock fishes (peixes pavão), com expressões tais como riot of color (orgia de cores), ou bits of rainbow (pedaços de arco-íris). Note-se que até aqui estivemos falando de guppies selvagens, verdadeiros “guarubistes”. Referiam-se também os articulistas à extraordinária variabilidade da espécie: “No two fish are alike in color and markings”. Esta última característica permitiu que no decorrer da década de 20 fossem selecionadas algumas variações, principalmente no que se refere àconformação da nadadeira caudal, surgindo tipos como: espada alta, espada baixa, alfinete, dupla espada, e outros. Concomitantemente, passaram a ser utilizados como animais de laboratório, sobretudo em pesquisas de fisiologia e genética.
No Japão os guppies chegaram no início da Era Showa, aí por volta de 1926, ficando inicialmente restritos aos grandes aquários públicos. Aproximava-se um período sombrio para a economia mundial, culminando com a chamada grande depressão.
Com a eficácia das medidas anti-recessivas, inicia-se nova fase na aquariofilia, sendo fundados clubes e associações, especialmente nos Estados Unidos e na Inglaterra. No início dos anos 30 a produção interna desses países já supria inteiramente a demanda, não mais sendo necessária a importação de guppies selvagens; além disso as raças de aquário já diferiam sobremaneira das raças selvagens quanto ao tamanho, padrão de cores e formato das caudas, embora mantivessem a característica de não existirem dois machos exatamente iguais. Tal fato ocasionava em 1934 diferenças de preços é, por exemplo, um casal custava em Nova Iorque, dependendo de sua conformação, entre meio dólar e 20 dólares. Graças ao trabalho combinado de geneticistas e hobbistas, desenvolveram-se as variedades gold, blond e albina.
Uma nova e terrível guerra mundial irrompe, ocasionando um hiato de mais alguns anos. No pós-guerra as sociedades e clubes se reorganizaram, realizando as primeiras exposições e concursos, de caracteres nacionais e internacionais. Entre os óguppistasó daquela época um nome se destaca: Paul Hahnel - um marceneiro de ascedência alemã e guppista por hobby. O norte-americano Hahnel desenvolveu, através de paciente trabalho seletivo, as primeiras raças modernas de guppies. Bem conhecido na América, Paul Hahnel alcançou projeção mundial a partir de 1054, durante a primeira exposição internacional de guppies, realizada na então Alemanha Ocidental, onde ófaturouó os três primeiros lugares nas classes em que participou, feito que repetiu no ano seguinte. Desde então estas grandes exposições internacionais têm sido realizadas anualmente na Alemanha. A partir de 1960 a Áustria também passa a realizar uma exposição anual, tendo ficado famoso o show ocorrido em julho de 1968, em Viena, o qual recebeu ampla cobertura fotográfica da revista Tropical Fish Hobbyist de novembro daquele ano (vol.XXI, n o 11). A guppimania que dominou a década de 60, tomou novo impulso a partir deste evento, atingindo o auge em meados da década de 70. A edição de abril de 1974 daquela revista trazia nada menos do que seis anúncios de firmas oferecendo casais ou trios descendentes de linhagens campeãs, sem contar os materiais correlatos, como: ração em flocos específica para guppies, criadeiras automáticas, entre outros. Os peixes mais caros eram das raças arlequim (red Half black) e viúva negra (black orchid), do criador L. Wasserman, cotados a US$45,00 cada trio.
No Japão a popularização do guppy deu-se em meados da década de 1959, mas este relativo atraso foi rapidamente compensado através da aplicação da Filosofia Yamato (persistência e perseverança). Os japoneses não pouparam esforços nem dinheiro para atingirem seus objetivos. Para se ter uma idéia da dedicação dos guppimaníacos do País do Sol Nascente, basta citar o grande criador Hiroshi Waizumi, o qual relata que por volta de 1964 casais de guppies de procedência alemã ou norte-americana chegavam a custar de 150.000 a 200.000 ienes ou seja, de 750 a 1.000 dólares, ao câmbio da época. Com tal motivação, os resultados não se fizeram esperar, culminando em uma raça de guppies tipicamente nipônica, um verdadeiro vitral natante é o guppy glass.
Outro povo asiático que também se destacou foram os cingapureanos, que contando com incentivos governamentais, apurada seleção e uso intensivo de anabolizantes, produziram peixes fantásticos, realmente inacreditáveis. Visando unicamente a exportação, e com uma produção de nível industrial, causaram a queda dos preços no mercado internacional, contribuindo para o término da idade de ouro dos guppies. No entanto, o reverso da moeda também existe, pois a grande maioria das raças de lebistes de Cingapura não se presta à reprodução, por serem resultado de cruzamentos múltiplos e submetidos a tratamentos hormonais.

Guppy



A existência do lebiste foi registrada em 1859, pelo cientista alemão Wilhelm Peters, no rio Guaira em Caracas, Venezuela. Em sua forma natural, ele é cinza. Hoje em dia encontramos as mais diversas colorações, graças a cruzamentos seletivos desenvolvidos em muitos países. Algumas cores conhecidas são violeta, vermelho, preto, verde, dourado, arlequim (corpo preto e cauda vermelha), cobra (corpo desenhado em tons metálicos), albino (logicamente, branco com olhos vermelhos), e muitas outras combinações. Muitas mesmo...
O macho é, na maioria das vezes, muito mais colorido do que a fêmea, e sempre é menor. Existem fêmeas coloridas, mas deve-se tomar cuidado para não se adquirir animais que sofreram algum tratamento com esteróides, anabolizantes ou quaisquer outros métodos condenáveis. Isso torna o animal (fêmea ou macho) estéril. Assim, como já mencionei, adquira matrizes com criadores de confiança. Uma excessão interessante é a do caso do lebiste preto ou 3/4 preto, onde a fêmea sempre possui a mesma coloração do macho. Talvez esse seja um ponto de partida apreciável para uma nova linhagem. Caso você resolva tentar essa sugestão, eu ficaria muito contente em receber seu e-mail!
O lebiste é um peixe ovovivíparo, ou seja, os embriões se desenvolvem dentro de ovos no interior do útero materno, e ali "nascem" até se desenvolverem, sendo então expulsos pela mãe, já em idade de se defenderem. Essa é a característica que torna fácil a criação dos lebistes. Os filhotes nascem nadando, fortes e resistentes, até podendo ser alimentados com ração. Além disso, sempre observar o nascimento dos alevinos é uma experiência maravilhosa!
Voltando à criação propriamente dita, outra coisa é importante de ser dita: evite misturar lebistes com outros peixes no mesmo aquário. A bela cauda do macho é um atrativo para peixes grandes, e torna o lebiste lento para escapar. As fêmeas são mais ágeis e fortes, mas mesmo assim, podem ser alvos fáceis de ataques. No caso de peixes menores que os lebistes (existem!), tudo bem, pois o nosso amigo é bem pacífico.
Lembre-se também de tampar o aquário, pois mesmo o lebiste não sendo saltador por natureza, um ou outro vôo indesejádo pode ocorrer.
Plantas como a samambaia-dágua são bem-vindas, principalmente no caso de você optar por não separar as fêmeas prenhas. As plantas são ótimos esconderijos para os alevinos recém nascidos.
AlimentaçãoRações são perfeitamente aceitáveis para os lebistes. Existem as especiais para a espécie, que dizem aumentar a cor. Nunca observei, no caso de lebistes, nenhuma que desse uma diferença notável, mas qualquer experiência é válida. No entanto, como sempre, a alimentação viva é melhor. Artêmia (principalmente para os filhotes), tubifex e até larvas de mosquitos são amplamente devoradas pelo bichinho. Aliás, em alguns países, o lebiste é usado para reduzir a população de pernilongos. Se possível, alimente os peixes 3 vezes ao dia, em pequenas quantidades (o suficiente para ser consumido em 5 minutos).
ProcriaçãoQuando possuímos um ou mais casais de lebistes, podemos observar facilmente que o macho vive constantemente em volta da fêmea para a procriação. Ele nada em várias direções do aquário, e executa, em torno dela, uma espécie de dança, sacudindo o corpo e a cauda. A fêmea, por sua vez, fica sempre fugindo do macho, e quase sempre consegue, porque sua cauda menor a torna mais ágil do que ele. Quando o macho alcança a fêmea, ele encosta rapidamente seu gonopódio (órgão sexual situado entre as nadadeiras) na fêmea, para a inseminação.
Os filhotes vão nascer em 30 dias. Se você optar pela maneira artificial, por volta do 25º dia, se a fêmea estiver bem gordinha, é aconselhável colocá-la já na criadeira. Quando todos os filhotes já nascerem (cerca de 2 horas após o primeiro nascimento), coloque-os em um aquário, separados da mãe, para crescerem.
Uma fêmea de lebiste gera todo mês cerca de 30 a 90 filhotes e cerca de 90% deles sobrevivem.
Caso você opte por uma criação natural, não se esqueça de colocar muitas plantas no aquário para os filhotes escaparem dos ataques dos adultos. Nesse caso, a probabilidade de sobrevivência da ninhada logicamente baixa, mas vai depender do espaço do aquário e dos locais de fuga. Numa situação ideal, penso que 30% é um número razoável de filhotes que possam chegar à idade adulta.
Quando os filhotes estiverem com 2 meses de idade já é possível diferenciar os machos das fêmeas pela coloração da cauda. Com 3 meses de idade as características dos peixinhos já estão bem definidas. Você pode então começar a seleção das matrizes para novos cruzamentos.
É importante que, através desses cruzamentos seletivos, você procure obter cores intensas e bem definidas nos filhotes. A tendência natural quando os cruzamentos não são controlados, como já comentamos em outra oportunidade, é ocorrer uma diminuição das caudas e tonalidades das cores, nas futuras gerações.
Sugerimos uma forma de criação utilizando três linhagens diferentes (tamanho, cauda e cor). No entanto, esse tipo requer muito espaço. Uma outra sugestão, mais simples, seria a de cruzar o macho com sua filha e posteriormente com sua neta e assim consecutivamente. Isso vai garantir a pureza de coloração nos filhotes.
No entanto, não prolongue esse tipo de cruzamento consanguíneo por mais de 4 ou 5 gerações. A probabilidade de aparecerem defeitos congênitos aumenta demasiadamente. O surgimento de filhotes corcundas é normal, assim como a diminuição da resistência a doenças. Preocupe-se em inserir sangue novo na sua linhagem de tempos em tempos.
Para uma reprodução ideal, aconselhamos você separar sempre dois machos para três fêmeas, assim elas têm períodos maiores de descanso, não se estafando em tentar escapar dos assédios do macho.
Outra observação importante é a de que muitas vezes uma só fertilização pode ser responsável por duas crias ou até três. Isso por que a fêmea retem espermatozóides do macho no organismo mesmo após o nascimento da ninhada. Ou seja, algumas vezes você pode deixar a fêmea isolada após a cria e depois de um mês uma nova cria ser observada, sem uma outra participação do macho.
Quanto à fertilização (normal) de mais de um macho, prevalece sempre a última. Ou seja, o último a cortejar a fêmea será o pai definitivo. Ainda há controvérsias com relação a essa observação, pois alguns defendem a tese de que existe uma mistura das características genéticas da ninhada, tantas quantos forem os machos participantes da corte. No entanto, eu acredito ainda na teoria do último prevalece 100%. Caso você observe algo sobre isso, estou ávido por um comentário seu!
Para finalizar, apenas gostaria de lembrar de que muito do que foi dito aqui sobre lebistes pode ser extrapolado para todos os outros ovovivíparos, como o espada, o plati e a molinésia. No entanto, nenhuma espécie é mais fértil do que a dos lebistes. Por esse motivo é que encontramos uma tão extensa variedade de cores na raça.
Com tudo isso, percebemos por que existe a tese de que é impossível encontrar dois lebistes machos exatamente iguais.

24 de out. de 2011

Reprodução


Os peixes em geral se reproduzem de forma muito curiosa e interessante. A reprodução da maioria das espécies é ovípara ou seja a fêmea libera os ovos que são rapidamente fecundados pelo esperma ativo do macho, outros possuem fecundação interna, como os peixes vivíparos. A cor tem uma função muito importante na reprodução dos peixes, sendo que os machos possuem a coloração mais forte do que as fêmeas, na maioria dos casos. A "cor" portanto tem um papel fundamental da reprodução.
Entre os peixes ovíparos, estão os que liberam ovos e os que constroem ninhos.
Peixes que liberam ovos

Depois de formado um casal ou um grande grupo de peixes, estes simultaneamente soltam os ovos na água que são rapidamente fecundados pelo esperma dos machos. O número de ovos geralmente é grande pois a mortalidade entre os alevinos é grande e ainda correm um sério risco de serem devorados pelos pais e por outros peixes. Os ovos neste tipo de reprodução chegam facilmente à casa dos milhões em algumas espécies. Alguns peixes que se enquadram nesse perfil são os Tetras.
Peixes que constroem ninhos
Depois do namoro e formação dos pares (a maioria das espécies é monogâmica), o macho geralmente constrói um ninho que pode ser feito de um buraco escavado por ele no substrato e depois limpo pelo casal. É aí que a fêmea põe os ovos que são vigiados pelos pais que se tornam um tanto agressivos, impedindo com grande ferocidade qualquer intruso que tente se aproximar da ninhada. Os peixes que constroem ninhos no substrato ou pedras, geralmente pertencem à família dos ciclídeos como o Óscar (Astronotus ocellatus), a Zebra (Tilapia buttikoferi) etc.
Outros peixes como o Betta splendens, pertencente à família dos anabantídeos ou labirintídeos, constroem ninhos de bolhas (feito com a saliva do macho). Depois de feito o ninho, o macho atrai a fêmea e a envolve num anel chamado de abraço nupcial, é depois desse abraço que a fêmea libera os ovos que são rapidamente recolhidos pelo macho e colocados no ninho.
Após a desova o macho expulsa a fêmea do local e fica vigiando a cria. Entre os peixes que constroem ninhos de bolhas estão o Betta
(Betta splendens), o Beijador (Helostoma temmincki), Tricogasters (Trichogaster sp.), Colisa (Colisa sp.), Peixe-do- paraíso (Macropodus opercularis) etc.. que pertencem à família dos anabantídeos.

A desova dos peixes que constroem ninhos também tem um número bastante extenso mas o fato de estarem aglomerados, facilita a fecundação e a sobrevivência é maior devido ao cuidado dos pais, por isso pode ser um pouco menos que no caso dos demais.

Mas nem todas as espécies de peixes se reproduzem da mesma forma. É certo pensar que a maioria das espécies é ovípara mas existem algumas exceções. Neste caso, estamos falando principalmente dos peixes que pertencem à família dos Poecilídeos (Lebistes, Platis, Molinésias, etc...).
Esses peixes são vivíparos, tendo um dimorfismo sexual bem acentuado. Geralmente as fêmeas são maiores que os machos (cerca de 20%), e não são tão bonitas quanto eles que por sua vez são mais coloridos e atraentes. Os machos possuem uma forma modificada da nadadeira anal (conhecida como gonopódio), que atua como órgão copulador (função semelhante a do pênis nos animais que o possuem).
As fêmeas são capazes de guardar o esperma ativo dos machos  no ovíduto o que explica a sua reprodução sem a presença do macho para uma nova cópula. A cada cópula as fêmeas não utilizam o esperma reservado, mas sim o da cópula presente. Nesse tipo de reprodução (fecundação interna) os óvulos são fertilizados no interior do corpo da fêmea, onde os filhotes recebem também os nutrientes necessários direto da corrente sanguínea da mãe. Os filhotes rompem então a membrana do ovo ainda dentro da mãe e se dirigem para a região urogenital da mesma na hora do nascimento. Em algumas espécies a gestação das fêmeas dura de 20 a 30 dias. Mas é bom deixar claro que não existe nenhuma espécie de placenta nesses peixes.
Alguns pesquisadores preferem classificar esses peixes como ovovivíparos e como vivíparos somente algumas raras espécies, entre elas o Tralhoto ou Quatro-Olhos (Anableps anableps), os filhotes desse peixe nascem com a aparência ainda mais próxima dos adultos e quando dentro da mãe, não possuem a estrutura dos ovos.




27 de out. de 2010

COMO MANTER UMA LINHA DE GUPPY / GUPPIES


Manter por muito tempo uma linhagem de guppies envolve vários procedimentos básicos que precisam ser entendidos para alcançar os resultados desejados. Estes incluem o seguinte: selecionando apropriados reprodutores; comprando e adquirindo suprimentos de boa qualidade; mantendo cuidados básicos de manutenção; técnicas de alimentação; selecionamento apropriado; ter conhecimentos básicos de genética; manter registros dos seus métodos de criação.

Antes de você adquirir seus reprodutores para sua criação, decida que linhagem ou linhagens você deseja criar ou tem espaço para manter. Você precisa escolher um criador de confiança que mantenha só linhagens de qualidade nas cores que você gosta. O custo pode ser alto para a aquisição, mas o investimento valerá bem seu esforço. A linhagem deverá ser estável, raça pura e que tenha estabilização (homozigoto) genética; i.e.. a maioria dos irmãos cresce e se torna igual aos pais.

Os reprodutores podem ser colocados em aquarios de 20 ou 10 litros, limpos e equipados com filtro de esponja e alguma forma de refúgio para as crias escaparem dos pais. A maioria dos criadores mantém suas linhagens por criação em linha (line breeding).

Isto consiste em dois ou mais conjuntos de reprodutores relacionados, com um ou dois machos com duas ou mais fêmeas por conjunto. A progênie de cada pai é mantida separada como uma linha dentro da mesma linhagem para manter a genealogia, mantenha registro dos irmãos e controle de cruzamentos. Faça freqüentes mestiçagens entre as linhas para manter a qualidade da linhagem.

Quando comprar um trio, peça as fêmeas de linhas diferentes. Eu prefiro que o macho seja da linha de exposição ou da linha que mostra a maioria das características masculinas desejadas. Deste modo eu posso observar e posso registrar quais as melhores características que a linhagem deveria ter.

Os registros para seu controle, deve começar com o nome da linhagem, fonte, idade, data de acasalamento e outra informação pertinente, que são registradas em um caderno somente para este propósito.

Identifique cada fêmea como linha "A" ou " linha ""B". Marque cada aquarios de alevinos. Voce deverá ter de 6 a 10 aquarios por linhagem de guppy.

Note a qualidade de cada grupo e só mantendo 2 barrigadas de cada fêmea ou você vai ficar sem espaço. Etiquete os grupos de alevinos da geração seguinte como F1, F2, etc., data de nascimento e número de grupo, I, II, III e assim por diante.

Utilize técnicas de alimentação, como náuplios de artemia vivos diáriamente, junto com uma variedade de comidas em flocos de alta qualidade também é um fator decisivo para seu sucesso. Para o crescimento dos alevinos, esses precisam ser alimentados tão freqüentemente quanto possível para que o seu potencial apareça rapido e totalmente.

Cuidados básicos de manutenção envolvem trocas de água semanais e selecionamento de peixes indesejáveis e que se mova os peixes em crescimento para aquários maiores.

A maioria das fêmeas devem ser separadas do resto do grupo para que os machos tenham espaço para crescer. Eu mantenho várias fêmeas com os machos para ter a toda hora fêmeas para o caso de um desastre. As crias novas são separadas a aproximadamente 4 meses de idade (dependendo da linhagem).

Os reprodutores mais velhos podem ser postos à disposição neste momento, ou podem ser usados para backcrossing se necessário. Um bom programa de criação envolve várias combinações de linhas de criação inbreeding e ocasionais outcrossing.

As técnicas de criação específicas que nós usamos para manter ou melhorar uma linhagem de guppies varia de criador para criador e é também dependente da linhagem, mas a base de todos os fundamentos da criação seguem os seguintes princípios gerais:

In breeding
Line-breeding
Out-crossing

Cada um dos métodos anteriores de criação é comumente usado por criadores e pode ser visto abaixo:

In breeding

Este é o método pelo qual um criador tenta purificar sua linhagem de guppy.

Isto significa que todos os irmãos tendem a parecer comos pais (bons peixes são desenvolvidos deste modo).

Quando executando este método, geralmente cruza-se irmão com irmã (irmão-irmão), filho ou filha com mãe ou pai (backcrossing), ou irmão com tia / tio. O melhor método vai depender de suas características de linhagem (genéticas) e a qualidade das características que eles possuem.

Os métodos de backcross tendem a purificar a linhagem e o jogo de características genéticas, você tem que ser extremamente cuidadoso para que sua linhagem possua as características desejadas e que o mais rígido inbreeding não concentre tambem as características não desejadas.

Ao escolher reprodutores, tenha muito cuidado e observe bem sua escolha dos pais. Ou escolha tamanho & formato, ou cor & formato por exemplo (qualquer uma das características genéticas favoráveis cuidam do alelo junto em sua linhagem). Não use pais com falhas em cor e formato ao criar com essa caracteristica particular.

O tamanho do guppy tende ser perdido quando fizer inbreeding com parentesco perto,então, para criar peixes grandes, não faça inbreed perto. Use método Tia / Tio para conseguir tamanho de linha. Este método é considerado o mais adiantado metodo saído do inbreeding.

Sempre use pelo menos dois métodos para manter linhas (eu estou falando linhas, não linhagens), especialmente com linhagens que são puras porque você pode perder tamanho ou cor boa se você escolhe os pais errados ou o método errado de cruzamento.

A genética tende a ser por natureza relativamente instável e constantemente mudando minuto a minuto, grandes mudanças que reflitam mudanças ao ambiente, como o uso improprio de reprodutores é uma das mais influentes.

Na natureza os pais são sempre os mais fortes e férteis da linhagem. Os pais mais fracos e os estereis se extinguirão. As características fortes e férteis são as mais queridas mas elas normalmente não vêm com o outro fator desejável como características de formato, tamanho e cor, como a maioria das que nós temos artificialmente concentrado em nossas linhas de show guppy.

Se o seu método escolhido está se desviando de seus objetivos primários, seja astuto bastante em suas observações para pegar o problema cedo e fazer os ajustes necessários para seu programa de criação. Sempre mantenha focalizado sua meta ou o resultado fim desejado.

Não use inbreeding como o método exclusivo de linhagem ou manutenção de linha! Se sua linha está se desviando dos seus objetivos fixados, você pode estar escolhendo pais errados.

Nesse caso, um backcrossing pode ser necessário para re-injetar as caracteristicas genéticas desejáveis perdidas em uma linha, mas possivelmente ainda existente na outra. Mantenha registros (ambos mental & escrito) mas especialmente você precisa ser mentalmente observante.

Line-breeding

O princípio de inbreeding pode ser usado para manter linhas de uma certa cor de linhagem. Você sempre deveria pelo menos tentar manter duas linhas da mesma linhagem relacionadas mas criadas com características diferentes, assim eles também não parecem muito ser a mesma linha.

Você pode usar os métodos anteriores de criação descritos para manter linhas de cor para tamanho, formato, cor, fertilidade, robustez, comportamento, variações de cores etc.

Sempre se lembre das características mais difíceis para fixar ou manter em uma linhagem, que não é tamanho, como comumente mal entendido por muitos hobistas que cruzam somente os guppies maiores por muito tempo, mas principalmente formato & cor. Note como formato é importante ! Se você perde uma característica difícil, para conseguir fixar isto pode atrasar seu progresso por muitas gerações.

A idéia de manter duas ou mais linhas separadas, mas linhas relacionadas, tem 2 motivos:

1) você pode espalhar seu código genético ' características de egg' em mais de uma cesta e isso torna mais facil de manter uma linhagem.

2) você pode cruzar as linhas para misturar o relacionado genético e produzir maiores semi-hibridos de show que podem ainda ser usados como estoque.

É extremamente difícil de manter todas as características desejáveis em um peixe, enquanto que remover as caracteristicas indesejaveis (nenhum peixe é perfeito), é o modo mais seguro para manter e executar melhorias sistemáticas calculadas.

Ao cruzar estas linhas relacionadas, você pode potencialmente obter nascimentos de alevinos que podem ser usados para melhorar uma ou todas suas linhas de criação. Isto é como você mantém linhas de cruzamento que foram por muito tempo cruzadas. Manter linhas separadas pode melhorar muitos aspectos de uma linhagem de cor; por exemplo padrões, simetria, injeção de novas cores de fundo em caudas bicolores, aumentando a densidade / intensidade de cores do corpo meio preto(HB), fertilidade crescente, formato de caudal/dorsal & tamanho e fixando melhor a forma do corpo..

Em linhagens com gotejamentos de cores caudais como HBAOC, HBYellow, HBPastels que não pode competir com vencedores de espetáculos, você pode remover o gotejamento de cores por escolha cuidadosa de pais, ou gradualmente limpando a linhagem em etapas.

Out-crossing

Hobistas novatos, sem a ajuda de criadores experientes, nunca deveriam tentar outcrossing(cruzamentos não relacionados).

Como DR Alderson(famoso criador americano de guppies) declarou " é como jogar Roleta russa com
sua linhagem ". Linhas deveriam ser cruzadas por várias gerações antes de cruzar e isto variará com a linhagem.

Por exemplo, minha linhagem preta não foi obtida como peixe de espetáculo mas com alguns problemas e teve que ser corrigido. Eu comecei com um outcross para criar a nova linhagem.

A linhagem teve que ser cruzada cuidadosamente por pelo menos por 5-8 gerações antes de eu pudesse fazer out-cross novamente ou eu seguramente teria terminado com híbridos sem valor. Muitos peixes tiveram que ser selecionados e os reprodutores tiveram que ser organizados cuidadosamente com a linhagem nova para nossa criação.

Eu tenho que declarar aqui que as linhas estabilizadas não devem ou necessitam ser cruzadas por outcross , quando você as obtiver de criadores de confiança.

Estas linhagens são geralmente trabalhadas por muitos anos pelo criador e tem sua genética já para uma linhagem boa ,assim só se precisa de métodos de criação em linha para que ela se mantenha por bastante tempo.

Mantenha registros sobre as gerações e pergunte sobre o que você precisa fazer para manter o peixe que você obteve dele. Eles saberão melhor. Não vá tentar fazer sua própria linhagem perdendo o trabalhoduro de outra pessoa! Como DR Chang falaria para um criador novato: Não vá tentar re-inventar a roda ".

Tendo declarado o anterior, outcrossing pode ser muito interessante e recompensador se corretamente feito. Este método é usado para "saltar " sua linhagem para produzir grandes hidridos de exposição ou introduzir sangue " genético " novo em suas linhas de cruzamento.

Ao fazer outcrossing a pessoa deve estar atento a algumas coisas. As chances de um resultado favorável normalmente é de 10-20% . Você precisa usar linhagens compatíveis( voce precisa ter conhecimento sobre o que são linhagens compativeis) para obter resultados nas gerações F1 ou F2.

Dr. Alderson já escreveu sobre cruzamentos compatíveis, assim não é necessário que eu refaça.(colocarei na nossa Home Page tambem o trabalho do Dr Anderson traduzido) Sempre se lembre que quando fizer outcrossing você tem que ter um objetivo antes de escolher linhagens para cruzar entre si. Nunca saia muito da linhagem genetica original que você está tentando melhorar. Depois do cruzamento inicial, você deve avaliar imediatamente nos próximos 3-6 meses se os resultados foram favoráveis, como aparecerem sinais novos favoráveis como taxa de crescimento, atividade, forma de cor e tamanho.

Então você precisa escolher os pais certos para executar o backcross para a linhagem de guppies original que você estava tentando melhorar. Se esta indo na direção de hibridos grandes de show então seus objetivos deveriam ser conhecidos na primeira geração. Faça backcross para ambos os sexos se possível, pois você não sabe qual resultado será melhor. Se ambos backcrosses funcionaram bem você pode começar com linhas novas para sua linhagem original. Sempre mantenha a linhagem original descruzada para pelo menos duas ou mais gerações durante suas experiências.

Você sempre deveria tentar compartilhar seu trabalho com uma criação de um amigo, sócio ou hobista de clube; i.e., Passe algumas de suas linhagens que esse amigo que o ajude a manter a linhagem. Inevitavelmente eles seguirão um caminho ligeiramente diferente. Os resultados deles vão ser de valor, se eles seguirem as regras de criar, sendo tão bons quanto os seus, mas será diferente ou melhor.

Pode somar alguma discrepância genética (sangue compatível novo) para aumentar as possibilidades de melhoria para o seu original ou até mesmo linhagem nova. Você pode trocar com ele reprodutores para criação e, tendo vários criadores que trabalhem o mesmo com a mesma linhagem, aumentam muito as chances de melhoria da linhagem.

Midge Hill escreveu um artigo excelente intitulado " Como realizar Outcross em linhagens de guppies ".

Este artigo está no PPGA e website de IFGA e é considerado infinito e ainda é o fundamento pelo qual nós seguimos em outcrossing. Recorra a isto para informação adicionais. Esse artigo brevemente estará traduzido também aqui nesse site.