This is default featured slide 1 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 2 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 3 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 4 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

This is default featured slide 5 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.This theme is Bloggerized by Lasantha Bandara - Premiumbloggertemplates.com.

11 de out. de 2016

Como criar borboletas



As borboletas são insetos que, junto às Mariposas, constituem a ordem dos Lepidópteros, palavra grega que significa asas cobertas por escamas microscópicas imbricadas (como telhado) que, na verdade, são pelos modificados e achatados. O Brasil conta com mais de 3.200 espécies já identificadas, mas a extensão imensa de nossas florestas, em boa parte virgens ou pouco conhecidas, indica que a descoberta de numerosas outras espécies é apenas uma questão de tempo, estudo e pesquisas – e proteção, naturalmente.
Onde há borboletas, o meio ambiente pode ser considerado normal, restaurado, ou melhor, saudável. Já onde elas diminuem ou desaparecem é um indicador sério e evidente de que o meio ambiente da região se encontra ameaçado ou mesmo condenado. A conscientização em defesa e proteção do meio ambiente passa pela defesa e proteção das borboletas, pois sua existência é o mais precioso indicador para essa avaliação.
Os gregos chamavam a borboleta de psyché (alma). Muitos povos ainda acreditam que as borboletas são as almas das pessoas mortas, procurando, assim, explicar a visita desses antepassados em determinadas épocas. As histórias de todas as épocas e regiões são muito ricas em sentimento, procurando explicar a presença das borboletas no aniversário da morte de algum ente querido ou de outro acontecimento marcante da família.
“As borboletas sempre exerceram especial fascinação em todos os povos, inclusive, atualmente, talvez devido a seu voo livre majestoso, de seu formato e cores maravilhosas, aproximando-as dos céus”, afirma o professor Osmar Salles de Figueiredo, do curso Criação de Borboletas, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.


Na dura luta pela sobrevivência, as borboletas enfrentam uma multidão de predadores. São eles: as formigas, as aranhas, os louva-a-deus, as vespas, os sapos, os macacos, os lagartos, os ratos, os passarinhos, as lagartixas, os fungos e o homem, este seu pior predador. Enfim, parece até que todos os animais são seus predadores. Isso ocorre pelo fato de as borboletas serem inocentes, puras, indefesas, livres e, principalmente, belas.

Captura
O primeiro passo para se iniciar a criação amadora (não profissional) de borboletas é a captura dos ovos e das lagartas, procurando-os nas plantas dos bosques, jardins, pomares, enfim, onde haja plantas e flores, pois as flores são um grande atrativo para as borboletas. Em geral, os ovos e as lagartas estão localizados na parte inferior das folhas, como forma de proteção aos predadores. Os ovos podem estar dispostos em conjunto, em grandes quantidades, ou espalhados, um ou poucos ovos, por várias folhas e mesmo várias árvores, variando de cor e tamanho. Muitos são bem pequenos, difíceis de serem observados.
Coleta
Encontrados os ovos, são eles recolhidos, com cuidado, sendo ideal cortar a folha inteira ou um pedaço, para não machucá-los. Se preferirem, usar um pincel de pintura para retirá-los das folhas. Em ambos os casos, colocá-los em uma vasilha de plástico com tampa, de tamanho variável entre 250cc, 500cc até um 1.000cc (um litro). Furar a tampa com um estilete, com vários furos, para proporcionar a entrada do ar. É indispensável colocar folhas, principalmente, os brotinhos novos, no caso dos ovos, pois são preferidos pelas pequenas lagartas, quando picam os ovos para nascer.
Após comerem o próprio ovo, rico em nutrientes, as lagartinhas passam a comer as folhinhas novas. Somente após uma ou duas semanas, passarão a comer as folhas mais velhas. No caso da coleta de lagartas, proceder da mesma forma, procurando identificar a planta hospedeira, pois para cada espécie de borboleta há uma planta hospedeira específica, muitas vezes única. Se forem novinhas, brotinhos novos maiores, alimentá-las com folhas normais. Se forem muitos os ovos ou as lagartas, distribuí-los por várias vasilhas.
Tratos diários das lagartas
Importante precaução é a de limpar, diariamente, as fezes que as lagartas expelem. Como aalimentação é feita, especialmente à noite, aproveitar o período da manhã para essa limpeza, trocando-se as vasilhas por outras lavadas e limpas, com folhas da planta hospedeira, ou pedaços de folhas novas. Os ovos eclodem em poucos dias. Muitas vezes, os ovos são de outros insetos, talvez até de predadores, moscas e vespas. É preciso cuidado!
As vasilhas de plástico devem ser colocadas em lugar bem iluminado, sem ser com sol direto, e protegidas de predadores. Calor e umidade são indispensáveis. Observar, constantemente, ocrescimento das lagartas, pois algumas espécies são de hábitos canibais. Nesse caso, colocar poucas lagartas para cada vasilha. Após várias trocas de pele (ecdises), ao atingirem o tamanho adulto, as lagartas procuram a parte superior da vasilha, a tampa, para se transformarem em pupa, coladas por cola que segregam. A transformação da pupa em borboleta demora entre 6 e 20 dias normalmente.

Manejo das pupas
Nessa fase de pupas, elas podem ser retiradas e dependuradas por um alfinete, em uma superfície mole, como espuma. Depois de um período pequeno, de poucos dias, de 4 a 12, as borboletas rompem a casca da crisálida e nascem, ficando de cabeça para baixo, para que a força da gravidade ajude na expansão das asas, que estão moles e úmidas, injetando hemolinfa e ar nas veias das asas. Após algumas horas, com as asas secas e distendidas, a borboleta está apta e voar.
Alimentação
Ao iniciar o voo, a borboleta vai procurar se alimentar do néctar das flores. Para isso, é importante que o local contenha flores. Algumas espécies, como a olho de coruja, alimentam- se de frutas em decomposição. Pode-se fazer a alimentação artificial, com pires rasos, onde se coloca uma mistura de água, açúcar e mel. Pode-se recorrer também aos conhecidos bebedores para beija-flores.
Acasalamento
O acasalamento é a principal função da borboleta adulta. As fêmeas procuram , imediatamente, a planta hospedeira para fazerem a oviposição. Os machos também procuram as plantas hospedeiras, pois sabem que é lá onde as fêmeas irão. Muitas vezes, a borboleta fêmea está ainda nascendo, na fase de distender e secar as asas, quando é fecundada pelo macho. O esperma é depositado em uma bolsa no interior do abdome.
Por ocasião da oviposição, a fêmea expele um ovo e comprime essa bolsa para que haja a fecundação. Assim, a fecundação ocorre um segundo antes de ser botado. Convém observar que, às vezes, os ovos são colocados próximos, e não na planta hospedeira, mas sempre facilitando para que as lagartinhas possam encontrar o seu alimento.
Temos aí todas as fases da criação, desde a coleta dos ovos e lagartas, o nascimento das borboletas e a repetição do ciclo de acasalamento e oviposição. Mas, cumpre lembrar que cada espécie de borboleta possui um ciclo diferente de vida, tanto na fase de lagarta, como da própria borboleta, variando o ciclo de um mês, para o caso da borboleta da couve, até mais de seis meses, ou mais, para outras." www.cpt.com.br"
Confira mais informações, acessando os cursos da área Pequenas Criações.
Por Andréa Oliveira

Como cultivar Cogumelos gastando pouco

Como cultivar cogumelos gastando pouco e sem cometer erros. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

CULTIVO DE COGUMELOS

APRESENTAÇÃO

Esculturas delicadas e delirantes, cogumelos são espetáculos de difícil definição do plano arquitetônico a que pertencem. Estima-se que existam 1,5 milhão de espécies identificadas, número que representa apenas 30% dos fungos existentes. A Micologia, ciência que os estuda não dá conta de identificar tanta variedade. Há fungos que nascem e morrem em poucas horas. Uns são deliciosas iguarias, outros são venenos fatais e existem ainda aqueles que funcionam como poderosos alucinógenos, também há aqueles que impulsionam inovações na medicina.
Alimentam-se das substâncias que degradam, devolvendo-as ao solo processadas na forma de humus, que fertiliza o solo, promovendo assim reciclagem e regeneração do ambiente.
Nem vegetal, nem animal, fungos são considerados um caso à parte na natureza; pertencem, digamos assim, ao “reino dos fungos”. Sua composição é 70 a 90% água e fora isso são filamentos cujas membranas contêm quitina (componente da pele humana e de insetos). Os cogumelos são enfim, fungos que se transformaram em frutos.
A matriz do cogumelo desenvolve-se num “composto” proveniente daquela matéria que ajudam a decompor. Uma linha de produção inicia-se com o preparo do “composto”, segue até a colheita chegando ao beneficiamento.

MERCADO

Atualmente, as cidades paulistas de Mogi das Cruzes, Suzano e Atibaia constituem um pólo produtor. A estimativa de consumo mensal brasileira é 30 mil quilos do cogumelo “champignons de Paris”.
A variedade “shiitake”, muito utilizada na culinária japonesa, por ter conquistado o paladar do consumidor brasileiro, pode hoje ser encontrada tanto em lojas especializadas quanto em feiras livres (comercializados, em sua grande maioria, frescos).
A tendência é de crescimento da demanda, alimentada pela continuidade no fornecimento-mola mestra do estabelecimento de um hábito de consumo.

COMERCIALIZAÇÃO

Por se tratar de um produto perecível, sua produção deverá estar pré-vendida, ou como opção, ser desidratado ou mantido em conserva. É necessário descobrir o ponto de equilíbrio entre demanda e produção. À identificação e à conquista do nicho de mercado deverá ser dada muita atenção, pois ao apelar para atravessadores poderão estar sendo perdidos até 70% do lucro.

INVESTIMENTO INICIAL

É estimado em R$ 900mil, desconsiderando-se a construção do galpão de fermentação e a compra da estufa de pasteurização.

INSTALAÇÕES

De modo geral, as instalações podem ser simples, mas devem oferecer condições indispensáveis como proteção ao sol, chuvas e ventos, além de temperatura e umidade adequadas.
Um barracão de frutificação; um espaço para o período de incubação (que pode ser outro barracão simples, de bambu, ou um lugar sombreado) e um tanque para choque térmico são, basicamente, as instalações necessárias à produção.

EQUIPAMENTOS

Garfos e pás para a formação de pilhas, mangueira para umedecimento, termômetro para acompanhar a compostagem, barracões para cultivo, estufa e desidratadora. Exige ainda veículo utilitário e área de 5.000 m².

PRODUÇÃO

O segredo da produção está na escolha das toras de eucalipto: com pouca resina e serradas de acordo com normas técnicas (poderão também ser usadas, além do eucalipto, árvores frutíferas como a mangueira, abacateiro e noz pecã).
O cultivo do “shiitake” em serragem também é rentável, mas exige mais tecnologia. Não é necessária uma grande área, mas são obrigatórios cuidados especiais como: controle da umidade, da temperatura e da qualidade da água.

ETAPAS

  • Obtenção ou preparação da matriz
  • Preparação do composto e compostagem
  • Compostagem livre
  • Pasteurização
  • Preparo da terra de cobertura
  • Semeadura
  • Incubação
  • Colocação da terra de cobertura
  • Produção e colheita
  • Limpeza.

DEFINIÇÃO DAS ESTRUTURAS FÍSICAS

. Galpão de compostagem: barracão coberto, com ou sem paredes laterais piso de concreto (resistência ao peso), levemente inclinado para haver acúmulo de água, com um canal lateral de coleta de água (que a recolhe em um tanque e a bombeia, fazendo com que retorne ao composto, eliminando o desperdício de nutrientes).
Na produção em pequena escala, pode-se improvisar um barracão de compostagem com uma lona plástica estendida no chão e uma cobertura rústica (base de sapé ou mesmo lona plástica) com dimensões para 12 toneladas de composto inicial, ou seja, 20 m x 6 m e 4 m de altura.
. Câmara de pasteurização:  túnel de pasteurização feito em alvenaria, com paredes e teto isolados termicamente (blocos de cimento celular ou paredes duplas, com uma camada intermediária de ar, isopor ou lã de vidro). Suas dimensões são: 2,5 a 3,0 m de altura. 2 m3 para cada tonelada de composto.
Piso do túnel: duplo (base de alvenaria e, 30 ou 50 cm acima, um tablado (caibros de 5 cm de espessura, com 1 a 2 cm de espaçamento) onde será colocado o composto. O tablado com espaçamento permite a passagem do vapor de água.
Uma casa de cultivo, nas condições ideais, necessita de investimento inicial muito elevado. Por isso, alguns produtores utilizam galpões mais simples. A estrutura mais comum é de barracões de madeira forrados com papel aluminizado que reflete o calor e impede que a elevação excessiva da temperatura interna.
. Incubadora (opcional). Pode ser o próprio galpão de cultivo. Local fechado, com temperatura e umidade controladas, para colocação dos sacos depois de semeados e antes de receber a terra de cobertura.
. Galpão de cultivo: Deve oferecer condições ambientais controladas, principalmente quanto à temperatura, fator que oferece maior dificuldade de manutenção – entre 16-18º C. Em construções de alvenaria, protege-se paredes e teto com tinta impermeável, para que não deteriorem com o passar do tempo e mantenham seu poder isolante. Em galpões mais rústicos, feitos de madeira e papel aluminizado, esta proteção é reforçada com plástico.
. Sala de limpeza: Onde são tratados os cogumelos após a colheita – momento em que precisam ser imediatamente cuidados. Sua localização deve ser ao mesmo tempo próxima da saída da propriedade e dos galpões de cultivo, conservando ainda a facilidade para acesso. No local deverão estar disponíveis todos os meios e utensílios para limpeza dos cogumelos.
. Sala de processamento: Onde é feito o cozimento, o envase e a rotulagem dos cogumelos. A tendência é, cada vez mais, terceirizar esta etapa.

DICAS PARA MANEJO

. Toras: O eucalipto deve ser cortado em toras de 0,8m a 1m, com diâmetro entre 10cm e 15cm, para facilitar o manejo. Os furos, com profundidade de 2cm, são feitos em zigue-zague nas toras.
Uma tora de 15cm deverá ter entre 45 e 60 furos. Após a inoculação, os furos são cobertos com parafina e breu (para evitar a contaminação das sementes ou o ataque de formigas) derretidos a 120º C e empilhados em camadas de cinco, até uma altura de 1,5 m e mantidas em temperatura de 25ºC umidade relativa do ar entre 80% e 100% (ambas alcançadas através de irrigação com água sem cloro).
É fundamental que as pilhas não estejam em contato direto com o solo, para evitar a contaminação. Três meses depois, as pilhas são refeitas e as toras, invertidas, possibilitando desenvolvimento uniforme dos cogumelos.
. Sementes: O “shiitake” – Sua inoculação deve ocorrer de três a sete dias depois do corte, período em que ocorrerá o escorrimento da seiva, com as toras inclinadas.
Após seis meses, está na hora do choque térmico, com a imersão (variando de 8 a 24 horas) das toras em tanques de água a uma temperatura 5º C inferior à do ambiente.
. Incubação: Depois do choque, as toras são levadas ao barracão de frutificação, onde serão mantidas inclinadas, amparadas em cavaletes, sem irrigação.
. Colheita: Começa três dias após o choque térmico, estendendo-se por até dez dias, quando as toras recebem novo choque. Uma tora rende entre seis e oito colheitas.
Para cultivar comercialmente cogumelo, o produtor não deve se preocupar em produzir suas próprias matrizes, que é uma área específica e especializada, porque existem laboratórios especializados no fornecimento de matrizes de boa qualidade. Outra opção é adquirir o composto já semeado, junto a outro produtor, restando apenas o trabalho de cultivar os cogumelos. Neste sistema, o produtor pode também vender total ou parcialmente sua produção in natura, terceirizando as etapas comerciais e industriais do processo.

AMEAÇAS

. Fungos parasitas. Os mais freqüentes são os mais prejudiciais, o “Verticillium fungícola”, produz uma doença conhecida como “bolha seca”. E a “Mycogone perniciosa” – “a bolha úmida” – ou “mela”. A contaminação provém do solo de cobertura, de correntes de ar, ácaros, insetos.
. Bactérias. Ocorrem normalmente em todas as fases do cultivo de cogumelos comestíveis e nem sempre ocasionam problemas. Para evitar bactérias patogênicas, basta seguir corretamente o processo de pasteurização e a assepsia dos locais de cultivo. A limpeza das camas, paredes e chão deve ser efetuada com pulverização de água clorada ou de água com formol.
. Ácaros. Atraídos pelo cheiro do composto, transportados por insetos ou provenientes do composto mal pasteurizado, reproduzem-se em alta velocidade e são resistentes às mudanças de temperatura. A única forma de combatê-los são os inseticidas, ferramenta que tem seus riscos. Para evitar os ácaros, dentre outros procedimentos, o solo deve ser tratado com vapor d’água a 90º C, por três horas seguidas.
. Insetos. Os que causam maiores estragos são pequenas moscas – moscas do esterco -, pois perfuram o cogumelo e suas larvas se deslocam através de galerias,causando danos irreversíveis. A prevenção consiste em evitar frestas nos barracões de cultivo e uma vez verificada a presença de algum inseto deve-se tomar medidas imediatas de controle. "Fonte: EmpregaBrasil"
Referências:
Sebrae, IBGE, DIEESE, IPT, Instituto Datafolha, Instituto IBOPE, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA,MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

Montar uma criação de faisões gastando pouco

Como montar uma criação de faisões lucrativa gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro com venda de ovos, filhotes e criação de faisões para corte. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…


CRIAÇÃO DE FAISÕES

Os faisões são aves belíssimas originárias, em sua maioria da Ásia. Existem cerca de 40 espécies e inúmeras subespécies diferentes, as mais raras nativas da Sumatra, Ilha de Formosa, Bornéus e Himaláia. Com um número cada vez maior de apreciadores, muitos criadores optam pela criação em cativeiro. Eles podem ser criados como aves ornamentais ou para corte. Sua carne é muito saborosa e atinge preços altos. As espécies mais conhecidas são as seguintes:
. Faisão Dourado: com penas cor de ouro na cabeça e lembra a imagem de um faraó egípcio;
. Faisão Lady: o macho é bonito como uma dama;
. Faisão Venerado: sua cauda pode atingir até 2 metros;
. Faisão Canário: parecido com o dourado mas com cores mais suaves e em vários tons de amarelo;
. Faisão Prateado: é comum e muito vistoso;
. Faisão Eperonie: abre a cauda em leque para seduzir a fêmea como os pavões;
. Faisão Orelhudo Azul: é monogâmico como todos os orelhudos (O. Marrom e O. Branco);
. Faisão Prelatus: em tons de cinza azulado, tem topete como o pavão;
. Faisão Humes: muito colorido e considerado raro;
. Faisão Swinhões: lindo, em vários tons de marrom e parte branca no começo do dorso;
. Faisão Elliot: também muito bonito e com colorido em vários tons;
. Faisão Nepal: outra rara beleza, tem topete como pavão;
. Faisão Edwards: em tom azul escuro com topete branco;
. Faisão Coleira: criado normalmente para corte;
. Faisão Versicolor: também criado para corte;
Outros ornamentais e raros: Resplandecente, Temminck, Palawan, etc.
No Brasil, são criadas muitas variedades ornamentais, e somente duas para corte: a coleira e a versicolor.

MERCADO

Possuidor de uma carne com sabor inigualável, segundo os apreciadores; usado para enfeitar quintais e jardins; criado comercialmente ou apenas como hobby, o faisão, aos poucos, está ganhando mercado no Brasil. Sua imagem ainda é de ave sofisticada, criada e consumida por pessoas de maior poder aquisitivo. Mas tem despertado interesse entre pequenos criadores, atraídos pela demanda crescente.

IBAMA

A caça de faisões criados especificamente para esse fim, depende de autorização do IBAMA e é realizada entre abril e julho.

COMEÇANDO

Quem deseja criar faisões para corte e não tem experiência no ramo deve começar com 21 aves. São três famílias de um macho e seis fêmeas, suficientes para se aprender o manejo. Como a faisoa não choca, é importante decidir, logo no início, se serão galinhas garnisés ou incubadoras. As garnisés são ótimas mães e cuidam dos faisõezinhos nos primeiros 25 dias, quando é feita a separação. Essas galinhas dispensam a incubadora e a criação artificial, cujo uso só se justifica para a produção acima de 1.000 cabeças.

PRODUÇÃO

No modelo com 21 aves, a produção anual será de 1.200 ovos, distribuída em quatro meses, com média de 300 ovos para cada um desses períodos. Serão necessárias 26 garnisés no choco, já que cada uma choca de 12 a 13 ovos e, para conseguir esse número de galinhas chocas, o número total de garnisés deverá ser de 100 aves, no mínimo. Se tudo correr bem, o criador que começar com três famílias de faisões vai obter, na primeira safra, cerca de 400 a 500 novas aves. Em geral 10% delas, as mais resistentes e de características melhores, podem ser destinadas à reprodução e as restantes à venda. É importante lembrar que, após o final da postura, todas as matrizes serão abatidas, pois não compensa mantê-las até o próximo período de criação. Por isso, a cada ano surge nova geração de matrizes, obtida de lotes diferentes.

REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO

O processo de reprodução de faisões tem algumas particularidades. O macho é desconfiado e briguento, as fêmeas descuidadas e péssimas mães. Sexualmente precoce, o faisão é polígamo e tem bom desempenho na proporção de um macho para seis fêmeas. Na seleção, juntam-se machos de um lote e fêmeas de outro para evitar a consanguinidade. Os melhores machos são os mais agressivos. Escolhem-se sempre os filhotes mais velhos do ano anterior por estarem mais aptos à reprodução. Feita a seleção, as aves vão para os viveiros familiares (um macho para seis fêmeas), ou coletivos (20 machos para 100 fêmeas).

VIVEIROS DE REPRODUÇÃO

Os viveiros de reprodução devem receber apenas o sol da manhã, pois o sol da tarde estressa as aves. A construção é feita em alvenaria, tela e telhas. Criadores experientes aconselham três faces de alvenaria e uma única de tela sobre uma base de meio metro de alvenaria. É preferível usar telas plásticas ou de metal flexível, para que as aves, na eventualidade de um susto, não se machuquem. A altura média dos viveiros é de 2 metros. O piso pode ser de areia, com boa drenagem. O teto precisa ter uma cobertura de tela para as aves não fugirem em caso de destelhamento. Telhas de barro são as mais indicadas, por funcionarem como isolantes térmicos. O uso de comedores e bebedouros automáticos é o mais recomendado.
No viveiro coletivo, onde o espaço ideal é de 1 metro quadrado por ave, é fundamental a colocação de poleiros.

VIVEIROS APÓS NASCIMENTO

Os faisõezinhos são frágeis e necessitam de cuidados especiais. Durante as primeiras quatro semanas precisam ser mantidos em criadoras aquecidas, caso sejam separados das garnisés. Essas criadoras são cercados de madeira com 1 metro quadrado e 50 centímetros de altura, com os lados telados e cantos arredondados, instalados em galpões totalmente fechados.
Em cada um desses cercados, podem ser mantidos uns 100 pequenos faisões. A resistência elétrica das criadoras deve ser ajustada para manter a temperatura da seguinte forma: 35 graus (1ª semana), 31 graus (2ª semana) e 26 graus a partir da 3ª semana e até a formação total das penas. Em seguida ao nascimento, é administrado um polivitamínico na água para reduzir o estresse que a manipulação causa nos animais.
Quem opta por criar as aves em piquetes, sem tela no teto, precisa submeter os filhotes a uma operação na asa para que não possam voar. Esse procedimento é indicado apenas para filhotes destinados ao corte. A operação, feita no dia seguinte ao nascimento, consiste na amputação de um terço de uma das asas, com cauterização.
Das criadoras, os filhotes são transferidos para um viveiro de alvenaria, onde ficam por quatro semanas. Esse viveiro fechado também é aquecido e tem os cantos arredondados. São cuidados necessários para que os faisõezinhos não morram por causa da baixa temperatura ou se amontoem nos cantos à procura de calor e acabem se sufocando. O chão deve ser revestido de serragem ou sabuguinho de milho (sabugo triturado). Usar apenas serragem branca, pois a vermelha desperta o instinto canibal da ave.
Assim como nos viveiros de reprodução, aqui também se usam bebedouros automáticos e comedouros suspensos. A temperatura do viveiro é reduzida aos poucos para que, após quatro semanas, chegue ao nível da temperatura ambiente.

ABATE

Quando os faisões atingem o peso aproximado de 1 quilo vão para o abate. As fêmeas costumam ser abatidas com cerca de 6 ou 7 meses, quando estão pesando por volta de 950 gramas. Os machos são sacrificados antes: com 5 meses já estão na faixa de 1,1 ou 1,2 quilo. As aves podem crescer e engordar bem mais do que isso, porém as peças menores têm mais saída entre os donos de restaurantes ou bufês de festas que adquirem faisões. Há também estabelecimentos que preferem aves mais jovens, os chamados faisões-de-leite. Estes são abatidos por volta do quarto mês, quando pesam cerca de 700 gramas. Em função dessas diferenças de gosto, é importante que as especificações dos compradores quanto ao peso das aves sejam definidas com antecedência, para que se possa determinar o ponto certo do abate. É bom lembrar que o faisão tende a ficar com a carne fibrosa, dura e menos saborosa quando ultrapassa 1,5 quilo de peso.

FORMAS DE ABATE

Durante muito tempo o abate foi realizado de duas formas. Uma simples e rápida: por meio de um corte na garganta. A outra, mais cruel: cortando-se a língua e enfiando uma faca por dentro da boca da ave até atingir o cérebro. Abatidas por qualquer um desses métodos caseiros, as aves devem ficar de cabeça para baixo, até que todo o sangue escoe. Essas técnicas não são mais aceitas. Existem métodos mais modernos, como os atordoadores elétricos, usados nos abatedouros para todos os tipos de aves. Como os atordoadores representam um investimento pesado para pequenos criadores, a solução, sem dúvida, é a terceirização do abate, que deve ser realizado com todas as condições de higiene e saúde exigidas pela legislação.

ALIMENTAÇÃO

Cada faisão adulto como cerca de 70 gramas de alimento por dia. A dieta básica é composta de ração e água. Usa-se com bons resultados a ração comercial para frangos. Frutas, verduras e gema de ovo pouco atuam no processo de crescimento e engorda. É recomendável evitar mamão e alface, que costumam provocar problemas intestinais nas aves. A partir do primeiro dia, os pintinhos são alimentados com a ração inicial, que contém de 24% a 26% de proteína. Entre 25 e 30 dias, quando são separados da mãe ou saem da criadeira, passam para a ração de crescimento. Para as aves adultas, destinadas ao abate, dá-se ração de engorda; para as matrizes, ração para poedeiras.

CUIDADOS

  • Doenças tradicionais que atacam as aves, como newcastle ou bouba, são pouco freqüentes entre faisões. A higiene rigorosa é condição fundamental para o crescimento das aves.
  • Chuva demais pode ser prejudicial. A água empoçada bebida pelas aves fatalmente traz problemas intestinais. Por isso, é muito importante drenar o excesso de água e cobrir as poças com terra nesses períodos.
  • Para os filhotes, também existe uma recomendação básica: nunca soltá-los pela primeira vez em períodos de chuva.
  • Quando as aves apresentarem algum ferimento, não pode ser usado no local nenhum medicamento de coloração vermelha. A cor excita os faisões, que passam a bicar o ferimento da ave afetada. Para desinfecção do local, o produto mais recomendado é violeta-de-genciana.
  • Antes de ser ocupado, o viveiro deve ter paredes pintadas com cal. A limpeza com creolina ou com uma mistura de água e formol (10 litros de água para 1 de formol) também precisa acontecer antes da entrada das aves e ser repetida semanalmente.
  • Para não acumular sujeira e fezes, os bebedouros e comedouros precisam ser lavados com freqüência. No caso dos filhotes, essa lavagem é diária. Nas outras fases pode ser mais espaçada.
  • Também é importante promover, periodicamente, a remoção dos dejetos que ficam na areia dos piquetes.

FAISÕES ORNAMENTAIS

Os cuidados a serem adotados na criação de faisões ornamentais são praticamente os mesmos de um plantel de corte. A principal diferença envolve, no início, gastos com matrizes: enquanto nas variedades de corte um casal custa em torno de 40 reais, o ornamental não sai por menos de 150 reais. A época de postura é a mesma para aves de corte e ornamentais – entre setembro e janeiro -, mas o período de incubação varia de 21 a 25 dias.
Nunca se deve manter juntas aves de corte e ornamentais. As primeiras são mais briguentas, e entre elas se destaca o prelatus, e podem estragar as penas das ornamentais e machucá-las. Entre as ornamentais, as características, o preço e a procura variam bastante. O mais comuns como o faisão-coleira e o versicolor, custam, em média, 20 reais o casal.
Legislação Específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
OBS. Caso o empreendedor queira constituir-se com pessoa jurídica.
Algumas legislações que futuro empreendedor deve ter conhecimento:
– LEI nº 7.967/89 – Dispõe sobre o valor das multas por infração à legislação sanitária, altera a Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, e dá outras providências.
– Registro no S.I.F. (Serviço de Inspeção Federal). Exigência feita para que o criador possa colocar seu produto no mercado. Sua concessão esta vinculada à manutenção de instalações idênticas às utilizadas para beneficiamento de pescado.
– Registro como produtor rural. Exigência feita para o produto.
Na comercialização do produto processado (carne ou pratos prontos), o empresário deverá informar-se a respeito dos registros necessários para sua legalização, já citados acima (Legislação Específica)."Fonte: EmpregaBrasil"
Referências:
Sebrae, IBGE, DIEESE, IPT, Instituto Datafolha, Instituto IBOPE, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA,MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

Montar uma criação de Cobras gastando pouco

Como montar uma criação de cobras lucrativa gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro com serpentes. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…


CRIAÇÃO DE SERPENTES

“Procura-se uma serpente dócil, sem veneno, de boa aparência e de fácil convívio.”
Esquisito, não é ? Mas não é não. A demanda por serpentes no Brasil é mais freqüente do que se imagina, porque as cobras viraram bichos de estimação. E quem gostar e tiver coragem suficiente, pode aventurar-se no abastecimento desse mercado ávido pelas compridinhas de sangue frio.

TENDÊNCIA

Nos Estados Unidos, o convívio doméstico com serpentes pets – termo americano que designa bicho de estimação – cresce a passos largos. Há uma verdadeira indústria sendo movimentada em torno desse mercado, o que inclui inúmeros pet shops especializados. Só na Flórida há mais de vinte lojas onde se pode achar um mundo de acessórios.
A mídia impressa dos EUA está inundada de propagandas de produtos ligados ao setor, deixando surpresos qualquer um que passe ao largo do sucesso desse hobby emergente. Tem de tudo. Até mesmo quitutes apreciados pelas serpentes, como os surpreendentes e inusitados ratos congelados para o banquete da mascote. Tudo indica que o supermundo das serpentes domésticas nos EUA vai longe.

CENÁRIO NACIONAL

No Brasil, o universo das serpentes como animais de estimação não se compara ao americano, mas existe e é crescente. Apesar de poucas, já há lojas que as vendem, assim como os equipamentos para o terrário e a alimentação adequada.

QUEM SÃO ELAS

Dentro da zoologia SERPENTES ou OPHIDAE é a terminologia dada a Ordem à qual as serpentes pertencem.
Cobra é o termo dado por alguns países de língua inglesa a um tipo de serpente que não ocorre no Brasil, a Naja.
Nos países de língua espanhola ‘culebra’, (cobra) refere-se a serpente não-peçonhenta e ‘serpiente’, à serpente peçonhenta. Na Europa denomina-se ‘víboras’, as serpentes peçonhentas. Mas qualquer que seja a designação popular, estes animais, dentro da ciência, elas pertencem à Classe dos RÉPTEIS, que originário do termo latino “Reptum” significa rastejar, uma alusão ao tipo de locomoção característico dessa classe de animais.

CENÁRIO

Em São Paulo, uma loja veterinária autorizada pelo Ministério do Meio Ambiente já recebeu cerca de 2.500 pedidos de compra. “Existe uma fila de espera. O motivo é a falta de cobras legalizadas no país”, diz Marcus Buononato, dono da Bioterium.
O primeiro lote significativo de cobras legalizadas começa a ser vendido a partir de dezembro. O acasalamento das matrizes termina este mês. São cerca de 400 jibóias que devem nascer no período do Natal.

FORNECEDORES

Os jardins zoológicos podem negociar animais excedentes. O dono da Bioterium busca autorização para obter filhotes de serpentes com dois zoológicos. Em troca, ele fornece material para abrigos de répteis. O Butantan não compra veneno nem vende serpentes.
O IBAMA da preferência a animais que sejam adquiridos em outros criadouros ou de zoológicos. No caso de serpentes peçonhentas, é autorizada a doação por parte de quem as encontra em sua propriedade, desde de que estas sejam registradas imediatamente.
. Exigências: Portaria do Ibama só permite que seja vendida a segunda geração das serpentes, ou seja, as netas das matrizes. O criador é obrigado também a emitir nota fiscal.Os jardins zoológicos também podem negociar animais excedentes. O animal legalizado só é vendido se tiver um microchip implantado na pele. No caso de uma fiscalização do Ibama, é feita a leitura do microchip, identificando o comerciante.

CARACTERÍSTICAS

A jibóia é a serpente brasileira mais procurada. O filhote mede cerca de 50 centímetros e atinge até três metros de comprimento.

CONSUMIDOR

A criação doméstica de serpente atrai os jovens e fãs de animais exóticos.

O QUE SE CRIA

Na Cobra Veiga são criadas cerca de 750 cobras de várias espécies (cascavel, jararaca, sucuri, jibóia, boipeva, salamanta e coral) em uma área preservada de 44 mil m2, em Aparecida de Goiânia, interior de Goiás.

TIPOS DE COBRAS

A cascavel é a cobra mais usada para a extração de veneno, seguida de jararaca, urutu e caninana.

HÁBITOS E INSTALAÇÕES

Quando em cativeiro, as cobras são de difícil manejo por serem muito sensíveis e sujeitas a doenças. É por isso que elas devem ser criadas em grandes terrários abertos (ambientes cercados que reproduzem o habitat dos animais). O ideal é montar um sistema de aquecimento no solo embaixo dos abrigos artificiais (pequenas cavernas de pedras e raízes de árvores) com a finalidade de manter uma temperatura mínima de 20ºC no inverno, período de hibernação onde as cobras geralmente se escondem debaixo da terra.
Embora seja muito difícil reunir todas as condições necessárias para se criar e manter serpentes em cativeiro, são justamente elas que asseguram a confiabilidade do produto final (veneno ou soro). Os ofídios devem ser abrigados em locais aquecidos, a fim de evitar doenças. O dono da Cobra Veiga já sentiu isso na pele, quando perdeu quase 60% de suas serpentes devido a uma crise de pneumonia. Criar uma serpente no ambiente doméstico exige cuidados. “As pessoas esquecem que o filhote vai crescer e precisar de um espaço maior”, diz Giuseppe Puorto, diretor do museu do Instituto Butantan, em São Paulo.

ALIMENTAÇÃO

De modo geral, a cada oito dias uma cobra adulta deve receber um ou dois camundongos, que devem ser criados no próprio local. Ou ainda, pelo menos uma vez por semana, ela deverá alimentar-se com um camundongo ou um pintinho.

VETERINÁRIOS

Há uma carência de veterinários especializados em répteis.

INVESTIMENTO E ACOMPANHAMENTO TÉCNICO

Segundo o biólogo Stefan Turzer, do Serpentário Instituto Eva, em Paulínia-SP, o custo da construção das instalações gira em torno de R$ 110 mil. Além dos investimentos com infra-estrutura, o criador deve contar com acompanhamento veterinário e pessoal técnico habilitado e treinado para identificação e manuseio de serpentes

EXPORTANDO

Veiga quer exportar carne de cobra para a China, onde é consumida como um prato tradicional. Diz que está acertando o primeiro embarque para o início de 2001. “Como tenho de mandar as peles para um fabricante de bolsas nos EUA, não vou jogar a carne no lixo, mas vender para os chineses.”

SUBPRODUTOS

A produção de veneno é outra fonte de renda do criador. Ele pretende, ainda este semestre, exportar 20 gramas de veneno para a Europa e os EUA. O veneno é hoje pesquisado como analgésico. Há estudos na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e no Instituto Butantan, segundo Veiga. “Ele chega a ser 15 vezes mais potente do que a morfina. A vantagem é não causar dependência química”.

VENENO

Diretor do Butantan, Puorto critica as reportagens que insistem em dizer que o grama do veneno vale mais que o do ouro. “Desde que isso saiu num programa de televisão, houve uma corrida às cobras. Isso é um mito. Não dá para ficar rico vendendo o veneno”, diz Puorto.
. Aplicações. O veneno extraído das cobras pode ser utilizado para a produção de soro anti-ofídico ou veneno cristalizado. O soro anti-ofídico é utilizado no tratamento contra picada de serpentes venenosas enquanto o veneno cristalizado é utilizado pela indústria farmacêutica para a produção de medicamentos, como anticoagulantes, cicatrizantes e cola cirúrgica que são fabricados no exterior.
. Processo. O processo de produção do veneno cristalizado consiste na desidratação do veneno, que elimina cerca de 70% de água, concentrando os seus princípios ativos (enzimas). Os cristais de veneno são um pouco maiores do que um grão de açúcar cristalizado. Estes cristais são fotossensíveis, portanto toda a sua manipulação tem que ser feita no escuro, tornando o trabalho bastante complexo. Para a produção de um grama de cristais de veneno, são necessárias de 25 a 30 extrações, o que gera um estresse no animal. A cada vez que se faz a extração, o animal necessita de um período de 45 dias de descanso. Segundo o biólogo Stefan Tutzer do Serpentário Instituto Eva, que produz o veneno cristalizado para fins comercias e exporta para empresas como a Bayer e a Hoeschst na Alemanha e na Suíça,, o preço do grama pode chegar a US$ 250,00 no mercado externo.
. Aprendendo. Com relação ao processo de extração de veneno, sugerimos que o interessado entre em contato com o Instituto Butantan que promove cursos sobre o assunto e o Serpentário Instituto Eva que além de cursos, permite estágio.
Registro Especial
Para montar um criadouro o interessado deve:
ENVIAR ao IBAMA uma CARTA-CONSULTA, especificando seus objetivos, as espécies que pretende criar e o local do criadouro;
A PROPOSTA É AVALIADA, e, se aprovada, o interessado terá que elaborar um projeto mais abrangente, informando detalhes como a área que será usada e os objetivos gerais da criação;
APROVADA, o criadouro obtém o registro do IBAMA, que irá obrigá-lo a seguir normas que determinam o número máximo de animais, criação apenas de espécies autorizadas, além de registrar a sua procedência.

CURSOOS

. INSTITUTO BUTANTAN

– Animais PeçonhentosObjetivo: instruir e aprimorar conhecimentos básicos para utilização imediata no trabalho, prevenção e como multiplicador de informações
Duração: 4 horas
O Butantan também realiza estágios do Programa de Aprimoramento Profissional e estágios voluntários. Para maiores informações entrar em contato com a Divisão de Recursos Humanos F. (011) 813-7222 ramal 2222.

. SOROS & VACINAS

Objetivo: instruir e aprimorar conhecimentos básicos sobre produções de soros e vacinas: o papel curativo dos soros nos acidentes e o papel preventivo das vacinas nas campanhas de vacinação
Duração: 4 horas
. Serpentário Instituto Eva
Manejo e Biologia de Serpentes em Cativeiro
Objetivo: o curso engloba: biologia geral de serpentes, cuidados necessários na criação em cativeiro (doenças, higiene etc.), manejo e extração de veneno: riscos e acidentes, interesse cientifico e comercial de veneno, acidentes: prevenção e primeiros socorros, importância das serpentes no eco sistema e preservação das espécies.
Duração: 8 horas
O Instituto Eva permite estágios.
Legislação Específica
A criação de animais silvestres, como as serpentes, é controlado com severidade por parte do governo devido a problemas de caça ilegal e contrabando. Segundo Lolita Bampi, chefe do Departamento de Vida Silvestre do IBAMA, os interessados em criar cobras com fins comerciais ou de pesquisa têm, obrigatoriamente, que solicitar um registro junto ao órgão. Desde 1997, a lei brasileira permite o comércio de serpentes não-peçonhentas e de outros répteis como animais de estimação. A venda de espécies venenosas é proibida no país. .
Lei n.º 5197 (03/01/1967) – versa sobre a proteção à fauna;
Lei n.º 7653 (1988) – versa sobre as penas de reclusão para violação da Lei de Proteção à Fauna.
Portaria n.º 132 (1988) – define o que é criadouro comercial, requisitos e demais informações necessárias à obtenção de registro e conseqüente autorização para o funcionamento.
Portaria n.º 332 (1990) – versa sobre a concessão de licença de coleta.
Portaria n.º 139 (1993) – versa sobre criadouros conservacionistas.
Portaria n.º 016 (1994) – versa sobre os criadouros científicos.
Portaria n.º 108 (1994) – versa sobre a manutenção de animais da fauna exótica.
Portaria n.º 117 (15/10/1997) – versa sobre a normalizar a comercialização de animais vivos, abatidos, partes e produtos da fauna silvestre brasileira provenientes de criadouros com finalidade econômica e industrial e jardins zoológicos
Portaria n.º 118-(15/10/1997) – versa sobre a normalização de criadouros de animais da fauna silvestre brasileira.
Todo essa legislação pode ser obtida junto ao IBAMA que possui superintendências estaduais em todo o território brasileiro, com pessoal especializado para orientar a população no procedimento com animais silvestres.
Entidades
IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis: http://www.ibama.gov.br
Instituto Butantan: http://www.spguia.com.br/butantan/index.html
"Fonte: empregabrasil"