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11 de out. de 2016

Montar uma criação de faisões gastando pouco

Como montar uma criação de faisões lucrativa gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro com venda de ovos, filhotes e criação de faisões para corte. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…


CRIAÇÃO DE FAISÕES

Os faisões são aves belíssimas originárias, em sua maioria da Ásia. Existem cerca de 40 espécies e inúmeras subespécies diferentes, as mais raras nativas da Sumatra, Ilha de Formosa, Bornéus e Himaláia. Com um número cada vez maior de apreciadores, muitos criadores optam pela criação em cativeiro. Eles podem ser criados como aves ornamentais ou para corte. Sua carne é muito saborosa e atinge preços altos. As espécies mais conhecidas são as seguintes:
. Faisão Dourado: com penas cor de ouro na cabeça e lembra a imagem de um faraó egípcio;
. Faisão Lady: o macho é bonito como uma dama;
. Faisão Venerado: sua cauda pode atingir até 2 metros;
. Faisão Canário: parecido com o dourado mas com cores mais suaves e em vários tons de amarelo;
. Faisão Prateado: é comum e muito vistoso;
. Faisão Eperonie: abre a cauda em leque para seduzir a fêmea como os pavões;
. Faisão Orelhudo Azul: é monogâmico como todos os orelhudos (O. Marrom e O. Branco);
. Faisão Prelatus: em tons de cinza azulado, tem topete como o pavão;
. Faisão Humes: muito colorido e considerado raro;
. Faisão Swinhões: lindo, em vários tons de marrom e parte branca no começo do dorso;
. Faisão Elliot: também muito bonito e com colorido em vários tons;
. Faisão Nepal: outra rara beleza, tem topete como pavão;
. Faisão Edwards: em tom azul escuro com topete branco;
. Faisão Coleira: criado normalmente para corte;
. Faisão Versicolor: também criado para corte;
Outros ornamentais e raros: Resplandecente, Temminck, Palawan, etc.
No Brasil, são criadas muitas variedades ornamentais, e somente duas para corte: a coleira e a versicolor.

MERCADO

Possuidor de uma carne com sabor inigualável, segundo os apreciadores; usado para enfeitar quintais e jardins; criado comercialmente ou apenas como hobby, o faisão, aos poucos, está ganhando mercado no Brasil. Sua imagem ainda é de ave sofisticada, criada e consumida por pessoas de maior poder aquisitivo. Mas tem despertado interesse entre pequenos criadores, atraídos pela demanda crescente.

IBAMA

A caça de faisões criados especificamente para esse fim, depende de autorização do IBAMA e é realizada entre abril e julho.

COMEÇANDO

Quem deseja criar faisões para corte e não tem experiência no ramo deve começar com 21 aves. São três famílias de um macho e seis fêmeas, suficientes para se aprender o manejo. Como a faisoa não choca, é importante decidir, logo no início, se serão galinhas garnisés ou incubadoras. As garnisés são ótimas mães e cuidam dos faisõezinhos nos primeiros 25 dias, quando é feita a separação. Essas galinhas dispensam a incubadora e a criação artificial, cujo uso só se justifica para a produção acima de 1.000 cabeças.

PRODUÇÃO

No modelo com 21 aves, a produção anual será de 1.200 ovos, distribuída em quatro meses, com média de 300 ovos para cada um desses períodos. Serão necessárias 26 garnisés no choco, já que cada uma choca de 12 a 13 ovos e, para conseguir esse número de galinhas chocas, o número total de garnisés deverá ser de 100 aves, no mínimo. Se tudo correr bem, o criador que começar com três famílias de faisões vai obter, na primeira safra, cerca de 400 a 500 novas aves. Em geral 10% delas, as mais resistentes e de características melhores, podem ser destinadas à reprodução e as restantes à venda. É importante lembrar que, após o final da postura, todas as matrizes serão abatidas, pois não compensa mantê-las até o próximo período de criação. Por isso, a cada ano surge nova geração de matrizes, obtida de lotes diferentes.

REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO

O processo de reprodução de faisões tem algumas particularidades. O macho é desconfiado e briguento, as fêmeas descuidadas e péssimas mães. Sexualmente precoce, o faisão é polígamo e tem bom desempenho na proporção de um macho para seis fêmeas. Na seleção, juntam-se machos de um lote e fêmeas de outro para evitar a consanguinidade. Os melhores machos são os mais agressivos. Escolhem-se sempre os filhotes mais velhos do ano anterior por estarem mais aptos à reprodução. Feita a seleção, as aves vão para os viveiros familiares (um macho para seis fêmeas), ou coletivos (20 machos para 100 fêmeas).

VIVEIROS DE REPRODUÇÃO

Os viveiros de reprodução devem receber apenas o sol da manhã, pois o sol da tarde estressa as aves. A construção é feita em alvenaria, tela e telhas. Criadores experientes aconselham três faces de alvenaria e uma única de tela sobre uma base de meio metro de alvenaria. É preferível usar telas plásticas ou de metal flexível, para que as aves, na eventualidade de um susto, não se machuquem. A altura média dos viveiros é de 2 metros. O piso pode ser de areia, com boa drenagem. O teto precisa ter uma cobertura de tela para as aves não fugirem em caso de destelhamento. Telhas de barro são as mais indicadas, por funcionarem como isolantes térmicos. O uso de comedores e bebedouros automáticos é o mais recomendado.
No viveiro coletivo, onde o espaço ideal é de 1 metro quadrado por ave, é fundamental a colocação de poleiros.

VIVEIROS APÓS NASCIMENTO

Os faisõezinhos são frágeis e necessitam de cuidados especiais. Durante as primeiras quatro semanas precisam ser mantidos em criadoras aquecidas, caso sejam separados das garnisés. Essas criadoras são cercados de madeira com 1 metro quadrado e 50 centímetros de altura, com os lados telados e cantos arredondados, instalados em galpões totalmente fechados.
Em cada um desses cercados, podem ser mantidos uns 100 pequenos faisões. A resistência elétrica das criadoras deve ser ajustada para manter a temperatura da seguinte forma: 35 graus (1ª semana), 31 graus (2ª semana) e 26 graus a partir da 3ª semana e até a formação total das penas. Em seguida ao nascimento, é administrado um polivitamínico na água para reduzir o estresse que a manipulação causa nos animais.
Quem opta por criar as aves em piquetes, sem tela no teto, precisa submeter os filhotes a uma operação na asa para que não possam voar. Esse procedimento é indicado apenas para filhotes destinados ao corte. A operação, feita no dia seguinte ao nascimento, consiste na amputação de um terço de uma das asas, com cauterização.
Das criadoras, os filhotes são transferidos para um viveiro de alvenaria, onde ficam por quatro semanas. Esse viveiro fechado também é aquecido e tem os cantos arredondados. São cuidados necessários para que os faisõezinhos não morram por causa da baixa temperatura ou se amontoem nos cantos à procura de calor e acabem se sufocando. O chão deve ser revestido de serragem ou sabuguinho de milho (sabugo triturado). Usar apenas serragem branca, pois a vermelha desperta o instinto canibal da ave.
Assim como nos viveiros de reprodução, aqui também se usam bebedouros automáticos e comedouros suspensos. A temperatura do viveiro é reduzida aos poucos para que, após quatro semanas, chegue ao nível da temperatura ambiente.

ABATE

Quando os faisões atingem o peso aproximado de 1 quilo vão para o abate. As fêmeas costumam ser abatidas com cerca de 6 ou 7 meses, quando estão pesando por volta de 950 gramas. Os machos são sacrificados antes: com 5 meses já estão na faixa de 1,1 ou 1,2 quilo. As aves podem crescer e engordar bem mais do que isso, porém as peças menores têm mais saída entre os donos de restaurantes ou bufês de festas que adquirem faisões. Há também estabelecimentos que preferem aves mais jovens, os chamados faisões-de-leite. Estes são abatidos por volta do quarto mês, quando pesam cerca de 700 gramas. Em função dessas diferenças de gosto, é importante que as especificações dos compradores quanto ao peso das aves sejam definidas com antecedência, para que se possa determinar o ponto certo do abate. É bom lembrar que o faisão tende a ficar com a carne fibrosa, dura e menos saborosa quando ultrapassa 1,5 quilo de peso.

FORMAS DE ABATE

Durante muito tempo o abate foi realizado de duas formas. Uma simples e rápida: por meio de um corte na garganta. A outra, mais cruel: cortando-se a língua e enfiando uma faca por dentro da boca da ave até atingir o cérebro. Abatidas por qualquer um desses métodos caseiros, as aves devem ficar de cabeça para baixo, até que todo o sangue escoe. Essas técnicas não são mais aceitas. Existem métodos mais modernos, como os atordoadores elétricos, usados nos abatedouros para todos os tipos de aves. Como os atordoadores representam um investimento pesado para pequenos criadores, a solução, sem dúvida, é a terceirização do abate, que deve ser realizado com todas as condições de higiene e saúde exigidas pela legislação.

ALIMENTAÇÃO

Cada faisão adulto como cerca de 70 gramas de alimento por dia. A dieta básica é composta de ração e água. Usa-se com bons resultados a ração comercial para frangos. Frutas, verduras e gema de ovo pouco atuam no processo de crescimento e engorda. É recomendável evitar mamão e alface, que costumam provocar problemas intestinais nas aves. A partir do primeiro dia, os pintinhos são alimentados com a ração inicial, que contém de 24% a 26% de proteína. Entre 25 e 30 dias, quando são separados da mãe ou saem da criadeira, passam para a ração de crescimento. Para as aves adultas, destinadas ao abate, dá-se ração de engorda; para as matrizes, ração para poedeiras.

CUIDADOS

  • Doenças tradicionais que atacam as aves, como newcastle ou bouba, são pouco freqüentes entre faisões. A higiene rigorosa é condição fundamental para o crescimento das aves.
  • Chuva demais pode ser prejudicial. A água empoçada bebida pelas aves fatalmente traz problemas intestinais. Por isso, é muito importante drenar o excesso de água e cobrir as poças com terra nesses períodos.
  • Para os filhotes, também existe uma recomendação básica: nunca soltá-los pela primeira vez em períodos de chuva.
  • Quando as aves apresentarem algum ferimento, não pode ser usado no local nenhum medicamento de coloração vermelha. A cor excita os faisões, que passam a bicar o ferimento da ave afetada. Para desinfecção do local, o produto mais recomendado é violeta-de-genciana.
  • Antes de ser ocupado, o viveiro deve ter paredes pintadas com cal. A limpeza com creolina ou com uma mistura de água e formol (10 litros de água para 1 de formol) também precisa acontecer antes da entrada das aves e ser repetida semanalmente.
  • Para não acumular sujeira e fezes, os bebedouros e comedouros precisam ser lavados com freqüência. No caso dos filhotes, essa lavagem é diária. Nas outras fases pode ser mais espaçada.
  • Também é importante promover, periodicamente, a remoção dos dejetos que ficam na areia dos piquetes.

FAISÕES ORNAMENTAIS

Os cuidados a serem adotados na criação de faisões ornamentais são praticamente os mesmos de um plantel de corte. A principal diferença envolve, no início, gastos com matrizes: enquanto nas variedades de corte um casal custa em torno de 40 reais, o ornamental não sai por menos de 150 reais. A época de postura é a mesma para aves de corte e ornamentais – entre setembro e janeiro -, mas o período de incubação varia de 21 a 25 dias.
Nunca se deve manter juntas aves de corte e ornamentais. As primeiras são mais briguentas, e entre elas se destaca o prelatus, e podem estragar as penas das ornamentais e machucá-las. Entre as ornamentais, as características, o preço e a procura variam bastante. O mais comuns como o faisão-coleira e o versicolor, custam, em média, 20 reais o casal.
Legislação Específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;
O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
OBS. Caso o empreendedor queira constituir-se com pessoa jurídica.
Algumas legislações que futuro empreendedor deve ter conhecimento:
– LEI nº 7.967/89 – Dispõe sobre o valor das multas por infração à legislação sanitária, altera a Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, e dá outras providências.
– Registro no S.I.F. (Serviço de Inspeção Federal). Exigência feita para que o criador possa colocar seu produto no mercado. Sua concessão esta vinculada à manutenção de instalações idênticas às utilizadas para beneficiamento de pescado.
– Registro como produtor rural. Exigência feita para o produto.
Na comercialização do produto processado (carne ou pratos prontos), o empresário deverá informar-se a respeito dos registros necessários para sua legalização, já citados acima (Legislação Específica)."Fonte: EmpregaBrasil"
Referências:
Sebrae, IBGE, DIEESE, IPT, Instituto Datafolha, Instituto IBOPE, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA,MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

Montar uma criação de Cobras gastando pouco

Como montar uma criação de cobras lucrativa gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro com serpentes. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…


CRIAÇÃO DE SERPENTES

“Procura-se uma serpente dócil, sem veneno, de boa aparência e de fácil convívio.”
Esquisito, não é ? Mas não é não. A demanda por serpentes no Brasil é mais freqüente do que se imagina, porque as cobras viraram bichos de estimação. E quem gostar e tiver coragem suficiente, pode aventurar-se no abastecimento desse mercado ávido pelas compridinhas de sangue frio.

TENDÊNCIA

Nos Estados Unidos, o convívio doméstico com serpentes pets – termo americano que designa bicho de estimação – cresce a passos largos. Há uma verdadeira indústria sendo movimentada em torno desse mercado, o que inclui inúmeros pet shops especializados. Só na Flórida há mais de vinte lojas onde se pode achar um mundo de acessórios.
A mídia impressa dos EUA está inundada de propagandas de produtos ligados ao setor, deixando surpresos qualquer um que passe ao largo do sucesso desse hobby emergente. Tem de tudo. Até mesmo quitutes apreciados pelas serpentes, como os surpreendentes e inusitados ratos congelados para o banquete da mascote. Tudo indica que o supermundo das serpentes domésticas nos EUA vai longe.

CENÁRIO NACIONAL

No Brasil, o universo das serpentes como animais de estimação não se compara ao americano, mas existe e é crescente. Apesar de poucas, já há lojas que as vendem, assim como os equipamentos para o terrário e a alimentação adequada.

QUEM SÃO ELAS

Dentro da zoologia SERPENTES ou OPHIDAE é a terminologia dada a Ordem à qual as serpentes pertencem.
Cobra é o termo dado por alguns países de língua inglesa a um tipo de serpente que não ocorre no Brasil, a Naja.
Nos países de língua espanhola ‘culebra’, (cobra) refere-se a serpente não-peçonhenta e ‘serpiente’, à serpente peçonhenta. Na Europa denomina-se ‘víboras’, as serpentes peçonhentas. Mas qualquer que seja a designação popular, estes animais, dentro da ciência, elas pertencem à Classe dos RÉPTEIS, que originário do termo latino “Reptum” significa rastejar, uma alusão ao tipo de locomoção característico dessa classe de animais.

CENÁRIO

Em São Paulo, uma loja veterinária autorizada pelo Ministério do Meio Ambiente já recebeu cerca de 2.500 pedidos de compra. “Existe uma fila de espera. O motivo é a falta de cobras legalizadas no país”, diz Marcus Buononato, dono da Bioterium.
O primeiro lote significativo de cobras legalizadas começa a ser vendido a partir de dezembro. O acasalamento das matrizes termina este mês. São cerca de 400 jibóias que devem nascer no período do Natal.

FORNECEDORES

Os jardins zoológicos podem negociar animais excedentes. O dono da Bioterium busca autorização para obter filhotes de serpentes com dois zoológicos. Em troca, ele fornece material para abrigos de répteis. O Butantan não compra veneno nem vende serpentes.
O IBAMA da preferência a animais que sejam adquiridos em outros criadouros ou de zoológicos. No caso de serpentes peçonhentas, é autorizada a doação por parte de quem as encontra em sua propriedade, desde de que estas sejam registradas imediatamente.
. Exigências: Portaria do Ibama só permite que seja vendida a segunda geração das serpentes, ou seja, as netas das matrizes. O criador é obrigado também a emitir nota fiscal.Os jardins zoológicos também podem negociar animais excedentes. O animal legalizado só é vendido se tiver um microchip implantado na pele. No caso de uma fiscalização do Ibama, é feita a leitura do microchip, identificando o comerciante.

CARACTERÍSTICAS

A jibóia é a serpente brasileira mais procurada. O filhote mede cerca de 50 centímetros e atinge até três metros de comprimento.

CONSUMIDOR

A criação doméstica de serpente atrai os jovens e fãs de animais exóticos.

O QUE SE CRIA

Na Cobra Veiga são criadas cerca de 750 cobras de várias espécies (cascavel, jararaca, sucuri, jibóia, boipeva, salamanta e coral) em uma área preservada de 44 mil m2, em Aparecida de Goiânia, interior de Goiás.

TIPOS DE COBRAS

A cascavel é a cobra mais usada para a extração de veneno, seguida de jararaca, urutu e caninana.

HÁBITOS E INSTALAÇÕES

Quando em cativeiro, as cobras são de difícil manejo por serem muito sensíveis e sujeitas a doenças. É por isso que elas devem ser criadas em grandes terrários abertos (ambientes cercados que reproduzem o habitat dos animais). O ideal é montar um sistema de aquecimento no solo embaixo dos abrigos artificiais (pequenas cavernas de pedras e raízes de árvores) com a finalidade de manter uma temperatura mínima de 20ºC no inverno, período de hibernação onde as cobras geralmente se escondem debaixo da terra.
Embora seja muito difícil reunir todas as condições necessárias para se criar e manter serpentes em cativeiro, são justamente elas que asseguram a confiabilidade do produto final (veneno ou soro). Os ofídios devem ser abrigados em locais aquecidos, a fim de evitar doenças. O dono da Cobra Veiga já sentiu isso na pele, quando perdeu quase 60% de suas serpentes devido a uma crise de pneumonia. Criar uma serpente no ambiente doméstico exige cuidados. “As pessoas esquecem que o filhote vai crescer e precisar de um espaço maior”, diz Giuseppe Puorto, diretor do museu do Instituto Butantan, em São Paulo.

ALIMENTAÇÃO

De modo geral, a cada oito dias uma cobra adulta deve receber um ou dois camundongos, que devem ser criados no próprio local. Ou ainda, pelo menos uma vez por semana, ela deverá alimentar-se com um camundongo ou um pintinho.

VETERINÁRIOS

Há uma carência de veterinários especializados em répteis.

INVESTIMENTO E ACOMPANHAMENTO TÉCNICO

Segundo o biólogo Stefan Turzer, do Serpentário Instituto Eva, em Paulínia-SP, o custo da construção das instalações gira em torno de R$ 110 mil. Além dos investimentos com infra-estrutura, o criador deve contar com acompanhamento veterinário e pessoal técnico habilitado e treinado para identificação e manuseio de serpentes

EXPORTANDO

Veiga quer exportar carne de cobra para a China, onde é consumida como um prato tradicional. Diz que está acertando o primeiro embarque para o início de 2001. “Como tenho de mandar as peles para um fabricante de bolsas nos EUA, não vou jogar a carne no lixo, mas vender para os chineses.”

SUBPRODUTOS

A produção de veneno é outra fonte de renda do criador. Ele pretende, ainda este semestre, exportar 20 gramas de veneno para a Europa e os EUA. O veneno é hoje pesquisado como analgésico. Há estudos na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e no Instituto Butantan, segundo Veiga. “Ele chega a ser 15 vezes mais potente do que a morfina. A vantagem é não causar dependência química”.

VENENO

Diretor do Butantan, Puorto critica as reportagens que insistem em dizer que o grama do veneno vale mais que o do ouro. “Desde que isso saiu num programa de televisão, houve uma corrida às cobras. Isso é um mito. Não dá para ficar rico vendendo o veneno”, diz Puorto.
. Aplicações. O veneno extraído das cobras pode ser utilizado para a produção de soro anti-ofídico ou veneno cristalizado. O soro anti-ofídico é utilizado no tratamento contra picada de serpentes venenosas enquanto o veneno cristalizado é utilizado pela indústria farmacêutica para a produção de medicamentos, como anticoagulantes, cicatrizantes e cola cirúrgica que são fabricados no exterior.
. Processo. O processo de produção do veneno cristalizado consiste na desidratação do veneno, que elimina cerca de 70% de água, concentrando os seus princípios ativos (enzimas). Os cristais de veneno são um pouco maiores do que um grão de açúcar cristalizado. Estes cristais são fotossensíveis, portanto toda a sua manipulação tem que ser feita no escuro, tornando o trabalho bastante complexo. Para a produção de um grama de cristais de veneno, são necessárias de 25 a 30 extrações, o que gera um estresse no animal. A cada vez que se faz a extração, o animal necessita de um período de 45 dias de descanso. Segundo o biólogo Stefan Tutzer do Serpentário Instituto Eva, que produz o veneno cristalizado para fins comercias e exporta para empresas como a Bayer e a Hoeschst na Alemanha e na Suíça,, o preço do grama pode chegar a US$ 250,00 no mercado externo.
. Aprendendo. Com relação ao processo de extração de veneno, sugerimos que o interessado entre em contato com o Instituto Butantan que promove cursos sobre o assunto e o Serpentário Instituto Eva que além de cursos, permite estágio.
Registro Especial
Para montar um criadouro o interessado deve:
ENVIAR ao IBAMA uma CARTA-CONSULTA, especificando seus objetivos, as espécies que pretende criar e o local do criadouro;
A PROPOSTA É AVALIADA, e, se aprovada, o interessado terá que elaborar um projeto mais abrangente, informando detalhes como a área que será usada e os objetivos gerais da criação;
APROVADA, o criadouro obtém o registro do IBAMA, que irá obrigá-lo a seguir normas que determinam o número máximo de animais, criação apenas de espécies autorizadas, além de registrar a sua procedência.

CURSOOS

. INSTITUTO BUTANTAN

– Animais PeçonhentosObjetivo: instruir e aprimorar conhecimentos básicos para utilização imediata no trabalho, prevenção e como multiplicador de informações
Duração: 4 horas
O Butantan também realiza estágios do Programa de Aprimoramento Profissional e estágios voluntários. Para maiores informações entrar em contato com a Divisão de Recursos Humanos F. (011) 813-7222 ramal 2222.

. SOROS & VACINAS

Objetivo: instruir e aprimorar conhecimentos básicos sobre produções de soros e vacinas: o papel curativo dos soros nos acidentes e o papel preventivo das vacinas nas campanhas de vacinação
Duração: 4 horas
. Serpentário Instituto Eva
Manejo e Biologia de Serpentes em Cativeiro
Objetivo: o curso engloba: biologia geral de serpentes, cuidados necessários na criação em cativeiro (doenças, higiene etc.), manejo e extração de veneno: riscos e acidentes, interesse cientifico e comercial de veneno, acidentes: prevenção e primeiros socorros, importância das serpentes no eco sistema e preservação das espécies.
Duração: 8 horas
O Instituto Eva permite estágios.
Legislação Específica
A criação de animais silvestres, como as serpentes, é controlado com severidade por parte do governo devido a problemas de caça ilegal e contrabando. Segundo Lolita Bampi, chefe do Departamento de Vida Silvestre do IBAMA, os interessados em criar cobras com fins comerciais ou de pesquisa têm, obrigatoriamente, que solicitar um registro junto ao órgão. Desde 1997, a lei brasileira permite o comércio de serpentes não-peçonhentas e de outros répteis como animais de estimação. A venda de espécies venenosas é proibida no país. .
Lei n.º 5197 (03/01/1967) – versa sobre a proteção à fauna;
Lei n.º 7653 (1988) – versa sobre as penas de reclusão para violação da Lei de Proteção à Fauna.
Portaria n.º 132 (1988) – define o que é criadouro comercial, requisitos e demais informações necessárias à obtenção de registro e conseqüente autorização para o funcionamento.
Portaria n.º 332 (1990) – versa sobre a concessão de licença de coleta.
Portaria n.º 139 (1993) – versa sobre criadouros conservacionistas.
Portaria n.º 016 (1994) – versa sobre os criadouros científicos.
Portaria n.º 108 (1994) – versa sobre a manutenção de animais da fauna exótica.
Portaria n.º 117 (15/10/1997) – versa sobre a normalizar a comercialização de animais vivos, abatidos, partes e produtos da fauna silvestre brasileira provenientes de criadouros com finalidade econômica e industrial e jardins zoológicos
Portaria n.º 118-(15/10/1997) – versa sobre a normalização de criadouros de animais da fauna silvestre brasileira.
Todo essa legislação pode ser obtida junto ao IBAMA que possui superintendências estaduais em todo o território brasileiro, com pessoal especializado para orientar a população no procedimento com animais silvestres.
Entidades
IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis: http://www.ibama.gov.br
Instituto Butantan: http://www.spguia.com.br/butantan/index.html
"Fonte: empregabrasil"

29 de set. de 2016

Como montar uma Criação de Abelhas – Passo a Passo

Ganhe muito dinheiro com Apicultura, saiba como montar uma Criação de Abelhas lucrativa, gastando pouco e sem cometer erros. Aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

CRIAÇÃO DE ABELHAS

Introdução
FICHA TÉCNICA
Setor da Economia: Primário.
Ramo de atividade: Criação.
Tipo de Negócio: Criação de abelhas.

HISTÓRICO

A apicultura é uma atividade muito antiga, mergulhando suas origens na pré-história. São famosos os desenhos descobertos em cavernas da Espanha, mostrando o homem primitivo colhendo o mel de um enxame, com o auxílio de uma escada de cordas presa ao topo de um barranco. Antigos registros do Egito, Mesopotâmia e Grécia descrevem fatos sobre a criação de abelhas. A Bíblia faz inúmeras referencias ao mel e enxame de abelhas. Portanto, o homem e as abelhas já se conhecem há muitos séculos.
A exploração dessa atividade sempre foi feita de maneira muito rudimentar, anti-economica, obtendo-se o mel e a cera em pequenas quantidades, pouco se interessando pela vida no interior do enxame. Os enxames eram quase totalmente destruidos no momento da colheita do mel, tendo que se refazer a cada ano.
Porém, com o conhecimento adquirido através dos tempos, hoje o convívio com a abelha é diferente

APRESENTAÇÃO

O apiário é um conjunto racional de colmeias, devidamente instalado em local preferivelmente seco, batido pelo sol, de fácil acesso, suficientemente distante de pessoas e animais, provocando o confinamento das abelhas.
O apiário sofrerá durante toda a sua existência, a interferência de fatores do meio ambiente no qual esta instalado, tais como: temperatura, umidade, chuvas, florações, ventos, pássaros predadores, insetos inimigos e concorrentes.
O meio ambiente no qual esta instalado o apiário, onde vivem e trabalham as abelhas, será em grande parte, responsável pelo progresso ou não conforme sejam as condições favoráveis.

TIPOS DE APIÁRIO

  • Apiário Fixo. Instalado em lugar definitivo cuja produção depende do suprimento de néctar das floradas;
  • Apiário Migratório. É aquele cuja as colméias são transferidas de acordo com as floradas da região.

LOCALIZAÇÃO

Para criar abelhas, o ideal é ter um sítio onde se possa instalar as caixas (colmeias) para a criação. Convém verificar se a região onde o sítio está localizado tem bom potencial para um apiário. É preciso garantir que haja vegetação e flores ao redor, pois as abelhas as visitam a até 1,5 mil metros de distância da colmeia. Se o pasto for bom, poderá sustentar até 25 colmeias.
As caixas devem ficar numa área que não seja sujeita a ventos constantes. Portanto, as baixadas são os melhores locais. Nessas regiões, também costuma haver água, muito útil para as abelhas, que precisam refrigerar as colmeias em dias de sol. A água deve ficar a menos de 300 metros ou, então, é preciso providenciar um encanamento.
É muito importante instalar as caixas longe de residências, estradas, estábulos, galinheiros, etc..

MÃO DE OBRA

Amão de obra é variável de acordo com a estrutura do empreendimento, sendo que no inicio das atividades pode-se trabalhar apenas o empreendedor.

COLMEIA

A colmeia é a moradia ou a casa das abelhas, habitada por uma colônia ou família. Deve ser construída rigorosamente na medida padrão, obedecendo sempre ao espaço – de seis a nove milímetros por abelha – que corresponde ao necessário para permitir o livre tráfego e o trabalho das operárias.
O número de colmeias por apiário varia de cinco a cem, dependendo da população, da qualidade melífera e da abundância das flores existentes no raio de ação das abelhas.
Para aumentar a vida útil das colmeias, elas devem ser pintadas externamente com tinta ou esmalte sintético em cores claras: branco, gelo, azul-claro, amarelo-claro ou verde-claro. A madeira recomendada deve ser leve, de boa durabilidade, seca, aceitar prego e não apresentar cheiro forte. Nesse caso destaca-se o cedro.
Recomendam-se colméias modelo Langstroth ou Americana.

ENXAME

Dá-se o nome de “enxame” a uma família de abelhas, onde encontramos uma sociedade muito organizada, com cada indivíduo desempenhando uma atividade definida.
O termo família lhe é aplicado em virtude de algumas semelhanças no que concerne à sua constituição, estrutura social e comportamento.
A distribuição e responsabilidade de atividades no enxame é consequencia da natureza e idade dos indivíduos que compõem o enxame, sendo que este é composto de (a):

RAINHA

A abelha rainha de uma colmeia é facilmente identificada, por ser ela visivelmente mais longa do que as operárias e mais comprida que os zangões.
Seus movimentos são lentos e solenes, sempre circundada por uma corte de operárias que a servem, alimentando-a com geleia real. Cada família de abelhas possui uma única rainha, que nasce de um ovo fertilizado e de uma célula com formato especial. É perseguida e fecundada por vários zangões em dias ensolarados, quando do seu vôo nupcial, que se realiza alguns dias após seu nascimento.
Sendo a única abelha fêmea fecundada, põe todos os ovos necessários à continuidade da família, mantendo a organização e a coesão do enxame.
Uma abelha rainha põe dois tipos de ovos: fertilizados (operárias) e não fertilizados (zangões). Quando a sua fertilidade declina, o que ocorre após 3 ou 4 anos, as abelhas operárias providenciam a sua substituição, repetindo-se o processo.

OPERÁRIA

A abelha operária são abelhas fêmeas não fecundadas e as de menor porte da família, embora constituem o maior número de população, podendo situar-se entre 50 a 80 mil por enxame. As operárias possuem cesta de pólen, vesícula melífera, glândulas cerígenas, glândulas odoríferas, glândulas de veneno, ferrão, etc.
São responsáveis por todo o trabalho da colmeia, obedecendo a uma rígida distribuição de serviços de acordo com as sucessivas transformações que se operam em seu organismo no decorrer do seu tempo de vida. Assim, são responsáveis pela construção, limpeza, alimentação da rainha, cuidados com os ovos e crias, coleta de pólen e néctar, água, defesa da colmeia, ventilação, produção de mel, geleia real, e própolis.
Seu tempo de vida varia de acordo com o clima e atividade da colmeia, prolongando-se de 28 a 50 dias.

ZANGÕES

O zangões são abelhas machos, sendo mais largos e fortes que qualquer abelha. Não possuem ferrão, não coletam pólen ou néctar, não produzem cera, não possuem glândulas odoríferas.
A única função do zangão é fecundar a rainha (princesa virgem), vindo morrer após o ato.
Sua quantidade por enxame é de algumas centenas, variando em função da quantidade de alimento disponível e se é época de acasalamento ou não.

GÊNEROS DE ABELHAS (EXEMPLOS)

ABELHAS NATIVAS

O Brasil possui dezenas de espécies de abelhas nativas (ou indígenas) que exercem importante papel na fecundação de inúmeras espécies vegetais originais de nossa flora. Citamos alguns nomes como Jatai, Irapuã, Mombuca, Moçabranca, Mandaçaia, Uruçu, Jandira, Mirim ou Mosquito. Devido a grande extensão do território nacional, os nomes populares dados a essas abelhas variam de região para região, havendo certa confusão, podendo um mesmo nome designar abelhas diferentes. Outras vezes a mesma abelha é conhecida por nomes diferentes, conforme o lugar.
As abelhas nativas são geralmente pequenas, menores do que a abelha do gênero Apis, e estão agrupadas em dois gêneros principais: Meliponas e Trigonas.
As abelhas nativas recolhem o néctar e pólen, mas armazenam o mel em quantidades pequenas e não chegam na maioria dos casos, a despertar interesse a sua exploração para fins comerciais. Entretanto, para estudos ou por lazer, elas são criadas por particulares ou por institutos de pesquisas.

APIS MELLIFERA

A abelha do mel acha-se espalhada pela Europa, Ásia e África.
A sua introdução no Brasil é atribuida aos jesuítas que estabeleceram suas missões no século XVIII, nos territórios que hoje fazem fronteira entre o Brasil e o Uruguai, no noroeste do Rio Grande do Sul. Essas abelhas provavelmente se espalharam pelas matas quando os jesuítas foram expulsos da região e delas não se teve mais notícias.

ABELHAS AFRICANAS

Em 1956, o Dr. Warwick Estevan Kerr trouxe da África e introduziu em Piracicaba, 51 rainhas de Apis mellifera adansoni e Apis mellifera capensis. Para Rio Claro, foram transferidas 27 matrizes de rainhas africanas das quais 26 enxamearam, fugindo ao controle dos técnicos.
A partir daí as abelhas africanas foram se cruzando com as européias já existentes e se espalharam rapidamente pelo Brasil e América do Sul, estando já na América Central, a caminho da América do Norte, com a chegada prevista ainda dentro desta década.

ALIMENTAÇÃO

Muitas colmeias morrem de fome devido ao descuido do apicultor.
Seus principais sinais são:
– abelhas mortas nos favos com a cabeça para dentro do alvéolo;
– enxameação anormal;
– fuga de enxames.
Para evitar a fome:
– dar alimentação artificial na época de escassez de floradas;
– controlar a enxameação.
Nas regiões onde as culturas são pulverizadas com inseticidas nas épocas de floradas, pode ocorrer, com frequência, envenenamento das abelhas. O principal sinal de envenenamento é o aparecimento de abelhas mortas na caixa.

PRODUÇÃO DE MEL

Com duas caixas, o apicultor pode colher mais de 40 quilos de mel por ano. Para isso, os cuidados resumem-se a uma inspeção a cada duas ou três semanas durante o ano. Apenas na época da florada, (normalmente na primavera), quando se retira o mel, a inspeção deve ser semanal. O produtor deverá inspecionar o apiário sempre vestido com um macacão apropriado e máscara.
Sessenta dias antes das flores começarem a se abrir, é preciso preparar o enxame, dando-lhe uma alimentação de estímulo, que pode ser um xarope caseiro feito de açúcar e água.
Essa alimentação de estímulo não passa de um artifício, forjando uma florada, para que as abelhas comecem a fazer o mel. Assim, quando a florada começar, o enxame terá umas 80 mil abelhas operárias (abelhas com a função de buscar o néctar, o pólen, a água e a resina para o sustento da colmeia).
Após o término da florada, não é aconselhável abandonar as abelhas, sendo preciso voltar a examinar os favos depois de duas ou três semanas.
A pastagem apícola é o fator mais importante para a produção de mel. É considerado pasto apícola o vegetal cujas flores produzem néctar ou pólen em condições de ser aproveitado pelas abelhas. Existem flores que não produzem essas substâncias ou têm formato que impossibilita a coleta pelas abelhas.
Para avaliar, de maneira prática, o potencial apícola de uma área, observam-se os seguintes pontos:
– tipo de cobertura vegetal da área;
– abundância de flores;
– presença de abelhas Appis melliferas nas flores;
– duração de florada;
– substância que está sendo coletada – néctar ou pólen.

OUTROS PRODUTOS

Além do mel as abelhas fornecem outros produtos, tais como:

CERA

É uma substancia produzida por glândulas existentes no abdômen das abelhas operárias, usada para a construção dos favos. A cera é matéria prima para a fabricação de velas de alta qualidade, para pastas de polimento e lustração de móveis e veículos, para indústrias de componentes eletrônicos e de cosméticos. Também na indústria farmacêutica tem o seu uso. O próprio apicultor necessita muito de cera pura, para troca das envelhecidas da coméia.

GELEIA REAL

A geleia real é uma substancia gelatinosa, de cor clara, produzida pelas glandulas das abelhas jovens. Destinam-se no enxame à alimentação das larvas e rainha.
Os estudos e experiências com a utilização da geléia real pelo homem como alimento e dosagens controladas, tem demonstrado resultados benéficos à saúde.
A produção de geléia real em escala economica exige além de equipamento especializado, muita experiencia do apicultor, por ser de dificil obtenção.

PÓLEN

É o elemento masculino da planta cuja função é fecundar o elemento feminino e reproduzir novos seres da mesma espécie. É coletado pelas “campeiras” nas primeiras horas da manhã, quando ainda úmido pelo orvalho, e transportado para o interior da colméia em forma de pequenas bolotas que são depositadas no interior das células de armazenamento.
O pólen constitui um alimento muito rico em substâncias gordurosas, elementos minerais, vitaminas e fermentos. Com a difusão do hábito de alimentação natural a sua procura tem crescido intensamente.

PRÓPOLIS

Substancia resinosa, colhida nas hastes, folhas, gomos, botões de árvores pelas abelhas. Misturada com pólen, mel ou saliva e cera, em proporções diferenciadas conforme a finalidade, fazem dois tipos de própolis: o betume e o bálsamo.
Betume: as abelhas utilizam para vedação e fixação, ou envolvem corpos estranhos ao enxame, que não possam ser removidos;
Bálsamo: as abelhas utilizam para higienização dos alvéolos, antes da postura pela rainha.
O própolis possui qualidades antibióticas, analgésicas e antissépticas para uso pelo homem.

VENENO DA ABELHA

Também chamado de apitoxina, é produzido por glândulas existentes no abdômen e introduzido no corpo das vítimas através do canal existente no ferrão, provocando reações que variam de intensidade de acordo com a sensibilidade ao mesmo.
É uma substancia química complexa, formada por água, aminoácidos, açúcares, histamina e outros componentes. O veneno das abelhas também esta à serviço da saúde humana, porém sua obtenção exige técnicas de laboratório e situa-se num plano mais elevado da atividade apícola.

RECICLAGEM DA CERA

A cera é uma secreção glandular das abelhas e sua função é servir de matéria prima para a construção da colmeia. Oleosa, quando em contato com o ar se solidifica, formando lâminas ultrafinas. Trabalhadas pelas abelhas operárias, transformam-se em favos, estruturas compostas por orifícios hexagonais, os alvéolos, onde são incubadas as crias e armazenados o mel e o pólen. Em apiários , de tempos em tempos, é necessário trocar os favos de cera das caixas, seja para coletar o mel, seja para limpeza dos favos de reprodução. No lugar são colocadas lâminas de cera alveolada (com alvéolos semi construídos) que servem como guias para as abelhas construírem novos favos. A cera velha pode ser purificada e reaproveitada na própria colmeia, ou utilizada na produção de velas, graxas e cosméticos, entre outros.
Existem alguns métodos para se fazer a purificação da cera. A maneira mais simples é o seu puro derretimento em banho-maria (ela não se mistura com a água) e posterior filtragem com uma peneira. Apesar de provocar muito desperdício, pode ser realizado por qualquer iniciante.
Há outro método, também bastante simples, porém um pouco mais eficiente. O apicultor precisa de um latão de 18 litros (desse de tinta ou óleo), um pedaço de tule (tecido) ou saco de estopa, pedaços de telha e tijolos. Os favos velhos são prensados e colocados dentro do tule ou da estopa com um tijolo para não boiar, amarrando-se o conjunto todo. Feito isso, coloca-se tudo dentro do latão com água até cerca de 10 centímetros da borda e o fundo coberto com telhas, impedindo a cera de grudar.
O latão é esquentado numa fogueira, tomando-se o cuidado para não deixar a água ferver. Com o aquecimento o tule vai funcionar como uma peneira. À medida que derrete, a cera é filtrada e sobe à superfície do latão, enquanto as impurezas ficam retidas. Depois de fria, ela fica como um bloco duro grudado na parte de cima da lata. Para soltar, basta dar uma pancada com um pedaço de pau. Algumas sujeirinhas podem ficar no bloco. É só raspar com uma faca e a cera brita está pronta. Caso seja necessário fazer o armazenamento, a melhor maneira é guardá-la ensacada em local fresco, seco, escuro, sem poeira e longe de ratos e baratas.
É muito comum o ataque de traças. Se isso acontecer deve-se escovar o bloco e mergulhá-lo em outra porção de cera derretida para matar as larvas e ovos.
Após a purificação, a cera deve passar por um novo e mais complicado processo para voltar aos quadros da colméia na forma de uma lâmina alveolada. Inicialmente é derretida em um tanque especial. Depois mergulha-se um pedaço de madeira dentro do tanque por duas ou mais vezes, até que a cera grude na tábua e adquira a espessura de dois milímetros. Feito isso, a madeira com a cera quente é imersa num tanque com água fria.
Após o resfriamento, removem-se as tiras de cera das laterais da tábua com uma espátula de madeira e descola-se a lâmina. É preciso que a madeira tenha ficado imersa em água por várias horas e tenha umidade saturada, caso contrário a cera pode não desgrudar. A seguir a lâmina é passada pelo cilindro alveolador , uma prensa que imprime os alvéolos sextavados, bem lubrificado com sabão neutro ou solução de água com mel. Este aparelho é muito especializado, devendo estar em uso constante para não desregular e pode não compensar a pequenos apicultores.
A incrustação é o processo de encaixar a cera alveolada no quadro. Pode ser feito com incrustradores elétricos, carretilhas ou de uma maneira bastante simples, que utiliza apenas um pedaço de madeira menor que o quadro e uma colher. Primeiro é feito um sanduíche com a madeira, a lâmina e o quadro, sendo que a cera fica no meio. A colher, com um pouco de cera, é colocada para esquentar e funciona como um soldador. Vão sendo feitos pontos no arame, até a cera ficar completamente ligada ao quadro. O último passo é derramar um pouco de cera derretida no sulco do encaixe da lâmina alveolada (localizada na parte superior do quadro). O Quadro está pronto para ser colocado na colméia.
Legislação Específica
Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;
– Registro no Serviço de Inspeção Federal; (Comercializar o produto a nível federal)
– Registro de Produtor Rural; (Comercializar a produção – Federação de Agricultura/ES)
Algumas legislações que o empreendedor deve ter conhecimento:
Municipais (vitória)
– Lei 24/96 – Estabelece normas de ordem pública e interesse social para a proteção, defesa, promoção, prevenção e recuperação de saúde no município de Vitória e vigilância sanitária.
Federal
– Lei 7.889/89 – dispõe sobre a inspeção sanitária e industrial dos produtos de origem animal, e dá outras providências.
Registro Especial
Produtos de origem animal como o mel e derivados de produtos de origem animal têm registros especiais:
– Para comercialização dentro do município onde está instalado, basta efetuar o registro na vigilância sanitária do município (quando houver).
– Para comercialização dentro do Estado, o empresário deverá registrar sua empresa no – Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado.
– Para comercialização em nível nacional, o registro deverá ser feito no SIF – Serviço de Inspeção Federal. O órgão responsável no Espírito Santo é a Delegacia Federal da Agricultura, vinculado ao Ministério da Agricultura."Fonte: empregabrasil"